Deixem o vosso e-mail para receber notificações de novos artigos...e ganhar brindes

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Top 9 de Jogos Graficamente mais Impressionantes da Minha Vida ~ Inclui um título da N-Gage

Um pequeno exercício de memória e reflexão que coloquei a mim mesmo: quais foram os jogos que mais me impressionaram graficamente, ao longo da minha vida?

Mais especificamente, quais foram os jogos que claramente marcaram uma evolução quando comparados com tudo aquilo que eu tinha experimentado anteriormente. Os benchmarks evolutivos que foram realmente enchendo os olhos e serviam de montra tecnológica para o hardware que utilizavam. Então cá vai o meu top pessoal, em ordem cronológica:


Hard Drivin' (Mega-Drive)

Quando comprei Hard Drivin' num videoclube local, eu estava sobretudo habituado às experiências 2D da minha NES, Master System e Mega Drive. Hard Drivin' mudou tudo isso. Subitamente estava a conduzir um carro na perspectiva interior do cockpit em cenários totalmente tridimensionais! A experiência era horrível. Lembro-me que a framerate era super lenta e a jogabilidade era muito frustrante e inadequada. No fundo, nunca consegui fazer grande coisa dentro do jogo. Mas os gráficos...o 3D...foi algo que alargou de forma brusca a minha perspectiva e que me marcou profundamente.


Virtua Fighter (Sega Saturn)

Confesso que nunca joguei muito Virtua Fighter. A marca que me deixou foi sobretudo através de programas de videojogos que via na televisão e através de imagens de revistas. Joguei, mas nunca o tive. Ainda assim, para quem estava habituado a jogar Mortal Kombat, Street Fighter 2 e Shaq Fu (sim!), os primeiros clips que vi em criança de Virtua Fighter deixaram-me completamente atordoado. Os replays em particular, com a camera a rodar a perspectiva à volta das personagens era uma autentica loucura. Lembro-me perfeitamente de dizer, à época, que "isto agora nunca mais pode ficar mais real que isto!"....


Soul Calibur (Dreamcast)

Mais um beat-em-up em mais uma plataforma da Sega. Sim, maior parte da minha infância e pré-adolescencia foi sobretudo preenchida com máquinas da Sega, e pelo PC.

Soul Calibur é, provavelmente, o melhor titulo de lançamento de uma nova plataforma, de sempre! E ao mesmo nível é talvez um dos maiores passos evolutivos de sempre a nível gráfico que já se viu na História dos videojogos.
Algumas pessoas poderão não se lembrar ou não ter noção, mas houve um curto espaço de tempo em que o PC foi ultrapassado por uma consola. E esse tempo foi o lançamento da Dreamcast. Nada no PC conseguia rivalizar a nível gráfico com o que se via na última máquina da Sega, e Soul Calibur era um perfeito exemplo disso. Numa época em que jogos com modelos 3D eram ainda na sua vastíssima maioria caracterizados por formas demasiado "rígidas", geométricas e angulares (mesmo recorrendo às melhores placas aceleradoras 3D), heis que chegou Soul Calibur, com as suas personagens perfeitamente (à época) polidas com linhas curvas e suaves, e animações ultra-fluídas milhares de anos de luz à frente de qualquer outro jogo.

Soul Calibur era/é um excelente jogo em todos os aspectos, independentemente dos gráficos. Prova disso é que ainda hoje em dia (mais de 15 anos depois) continua perfeitamente jogavel, e ainda tem óptimo aspecto. Poucos produtos podem realmente afirmar estarem à frente do seu tempo, mas Soul Calibur é um desses, sem espaço para discussões.


Shenmue (Dreamcast)


Não vale a pena estar a dissertar muito aqui sobre Shenmue. Toda a gente conhece a importância e influencia deste titulo. Quem o jogou aquando do seu lançamento percebe perfeitamente o seu valor, e quem não jogou, provavelmente já teve de levar com "palestras" de muitos fãs ao longo dos anos.

Na mesma corrente de Soul Calibur, Shenmue foi também um dos raros títulos que, numa janela de tempo muito curta e especifica, colocou um jogo de consola acima de qualquer outro jogo disponível no PC, graficamente falando, pelo menos.

Shenmue impressionava graficamente em duas frentes, em particular: expressões faciais e modelos das personagens (mãos em particular, com todos os dedos separados e desenhados individualmente, o que era se não me engano inédito até então num videojogo), e texturas exteriores e cenários. A atenção aos detalhes e pormenores estava num patamar tão elevado, que me atrevo a dizer que mais nenhuma obra se conseguiu comparar na geração das 128 bits (excepção feita ao Resident Evil 0 e ao remake de Resident Evil na Gamecube, ambos com cenários fenomenais. Embora a comparação seja injusta, já que esses Resident Evil tinham camera fixa e cenários pré-renderizados).


Halo: Combat Evolved (Xbox)

Foi um dos jogos que me levaram a comprar a Xbox (a principal razão foi mesmo a promessa de exclusivos da Sega na consola da Microsoft, que se veio a concretizar).

As imagens que ia vendo nas revistas (sim, em 2000/2001 ainda quase toda a informação que recebia sobre videojogos vinha das revistas que comprava e lia assiduamente todos os meses) deixavam-me sempre bastante ansioso, e mesmo antes de adquirir a consola, cheguei a experimentar Halo na Worten, e recordo-me do quão impressionado fiquei com os gráficos da coisa.

Halo deixou de ser reconhecido pela sua supremacia gráfica após Halo 2 (Halo 2 foi um dos primeiros jogos que realmente puxaram os limites da Xbox, com normal-mapping e outras técnicas que eram impossíveis de realizar em qualquer outra consola de então), mas convém não esquecer que o primeiro titulo da saga, além de ser um excelente FPS em geral, era também um supra-sumo a nível gráfico, e automaticamente deixou para trás qualquer projecto da GameCube ou da Playstation 2 a milhas de distancias, nesse aspecto. A minha obsessão com as texturas de Halo era tão grande, que muitas vezes eu passava longos períodos de tempo apenas a fazer zoom nas texturas das rochas e das árvores em particular. Impressionante é que essas texturas ainda hoje têm bastante bom aspecto, se se derem ao trabalho de ir verificar.

Tal como Soul Calibur na Dreamcast, Halo na Xbox representou um novo salto gráfico no mundo das consolas.


Tom Clancy's Splinter Cell (Xbox)

Luzes e sombras. Luzes dinamicas. Luzes que se mexem e fazem as sombras mexer consigo de forma realística. Quando Splinter Cell chegou, nunca se tinha visto nada assim. Foi um choque, sinceramente. Foi um jogo que me obrigou a passar quase tanto tempo a brincar e experimentar com o motor de jogo, como a de facto completar o mesmo. O sistema de física era também espectacular e impressionante.

Mais impressionante ainda é saber que o terceiro titulo da série, Splinter Cell: Chaos Theory, consegue ainda assim arrasar por completo com a performance do original, na própria Xbox. Ainda assim, aquele que realmente marcou e surpreendeu, foi o primeiro. Nunca a escuridão e sombras me deixaram tão visualmente impressionado como em Splinter Cell. E ainda hoje em dia são muito raros os jogos que conseguem apresentar os níveis de puro preto que o jogo apresentava – inclusive os Splinter Cell mais recentes, ficam atrás. Sim!


Tomb Raider (N-Gage)


Facto: em 2003, no panorama das portáteis, Tomb Raider era o jogo mais impressionante do mercado, graficamente falando. Este facto por si só é razão suficiente para o incluir no meu top.

Sim, eu fui um dos "parvinhos" que comprou a N-Gage quando foi lançada, mas, há que dar a a mão à palmatória, e perceber que a N-Gage era a consola portatil (apesar de não ser só uma consola) mais poderosa do mercado e só seria depois ultrapassada pela Nintendo DS nesse aspecto.

Ter gráficos 3D ao nivel da PSX nas nossas mãos na mesma época em que a maioria das pessoas ainda jogavam Snake e os telemoveis com ecras monocrómaticos dominavam o mercado era algo que não deixava ninguém indiferente. Não me deixou a mim indiferente, nem aos muitos curiosos que ficavam a olhar e queriam experimentar quando eu sacava da N-Gage nos intervalos do liceu (swag overblast!)


Gears of War (Xbox 360)


Quando a Xbox 360 foi lançada – começando uma nova geração – poucos eram os jogos que impressionavam, graficamente. Tivemos de esperar um ano para ver o verdadeiro "salto", que chegou com Gears of War. Poucas obras conseguiram optimizar o Unreal Engine 3 tão bem como a série Gears o fez ao longo dos anos, e logo no primeiro episódio tivemos a oportunidade de realmente perceber o que significava "next gen" em 2006.

Os jogos que marcam grandes saltos qualitativos a nivél gráfico reconhecem-se, a meu ver, por serem aqueles que nos forçam a observar pormenores dentro do jogo a que habitualmente não prestariamos qualquer atenção. No caso de Gears of War, lembro-me de passar muito tempo a fazer zoom-in nos sacos de areia, nas texturas de enimigos mortos e outros pequenos elementos dos cenários. Os tais sacos de areia estavam tão bem detalhados, que apenas aquele exemplo seria impossivel de recriar com a tecnologia das 128 bits. E no entanto, em Gears, eram apenas um pequeno pormenor num imenso mundo de detalhes de espantar...


Uncharted: Drake's Fortune (PS3)


Cerca de um ano depois de Gears Of War, o primeiro Uncharted chegou em exclusivo à Playstation 3. Comparando directamente, não acho que se possa dizer que é pior ou melhor que Gears (estou apenas a falar da componente técnica!), mas deixou uma marca tão ou mais profunda que Gears of War. Infelizmente muita gente não prestou muita atenção ao primeiro Uncharted quando foi lançado (o parque de consolas PS3 era ainda reduzido também), e só com Uncharted 2 viria o merecido reconhecimento universal. No entanto, Drake's Fortune era já muito impressionante e robusto, e um monstro a nivél gráfico. As animações das personagens, o "volume" presente nos cenários florestais, e sobretudo a sublime transição entre cutscene e gameplay onde praticamente não se notavam diferenças nenhumas foram alguns dos factores que imediatamente colocaram Uncharted naquele patamar de "isto é claramente next gen!".

Desde então, julgo que mais nenhum jogo conseguiu dar o tal "salto" de forma tão clara como estes que aqui apresentei. E por isso acabo aqui o meu top.  

Sem comentários: