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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

The Wolf Among Us


Agora é esperar pela segunda season. Que virá sabe-se lá quando. Com a Telltale Games concentrada em Game of Thrones, Borderlands, Wallking Dead Season 3 e Minecraft, parece que a segunda temporada de The Wolf Among Us poderá chegar apenas em 2016, ou sabe-se lá quando.

Percebe-se. De todos os IPs explorados pela produtora, Fables é provavelmente o mais nicho deles, e o menos rentável. E estarei a ser obviamente tendencioso ao dizer isto, mas é também o mais interessante e com mais potencial narrativo, na minha opinião. Para os fãs, para mim, é extremamente frustrante saber que teremos de esperar tanto tempo para continuar a história de Bigby Wolf. Sobretudo tendo em conta o clifhanger em que o ultimo episodio da primeira season nos deixa pendurados. Mas enfim...

A primeira season de Wolf Among Us foi bastante boa. Não foi muito boa nem excelente, perceba-se. Mas foi bastante boa. A história nem sempre foi muito consistente, e alguns elementos narrativos e personagens foram surgindo por vezes um pouco sabe-se lá de onde, sem serem bem apresentados e/ou desenvolvidos. Mas ainda assim, na soma das suas partes, Wolf Among Us é um triunfo, e um sucesso. É interessante do principio ao fim, e é um jogo que me permite estar com o comando numa mão e uma sandes ou bebida na outra, o que pessoalmente me agrada bastante (mas é o tipo de coisa que os putos embirrentos que só querem Killz killz killz, skills, high scores e cenas competitivas irão odiar e criticar).

É particularmente fascinante ver o universo de Fables pintado com uma banda sonora, coisa que obviamente não existe nos livros, mas que na obra da Telltale está omnipresente. Confesso que a principio estranhei a escolha das composições, mas com o passar das horas, “aprendi” a gostar e passou a ser mais um elemento natural e essencial daquele peculiar universo.

Mas, na minha opinião, o grande gozo de Wolf Among Us é precisamente o protagonista, Bigby Wolf. Ao longo do jogo fui sempre tomando as minhas decisões baseando-me naquilo que eu esperaria que o personagem realmente fizesse, segundo a sua personalidade (que eu bem conheço dos comics). E foi com imenso prazer que sempre consegui encontrar as opções apropriadas e que, no meu parecer, correspondem ao que seria de esperar do detective “Lobo Mau”. Este é um aspecto essencial da experiencia de Wolf Among Us, e que separa este titulo das restantes aventuras desenvolvidas pela TellTale. Ao contrario de Walking Dead em que interpretamos personagens originais, em Wolf Among Us o canon já existe e está muito bem implementado entre as mesmas. Todas estas personagens são riquissimas em background e muito desenvolvidas. Há por isso uma tendencia (julgo eu) para quem as conhece de as orientar segundo os os seus previsiveis padrões, e não tanto segundo a subjectividade do próprio utilizador.



Como disse, é realmente “chato” ter de esperar pela continuação e ter todas as respostas que ficaram penduradas no final desta season por resolver. Mas, há que louvar os argumentistas, que apesar de terem terminado o ultimo episodio num clifhanger, o fizeram de forma sofisticada e limpa, e não de forma manhosa: é o bom tipo de clifhanger! O tipo que nos deixa a pensar, mas de forma positiva e sabendo que existe ali uma lógica firme para “resolver” e que corresponde de forma consistente com tudo aquilo que fizemos nas horas anteriores. Ou seja, não é um daqueles clifhangers estupidos que surgem  do nada no fim de um episódio do tipo “e eles estavam à beira mar felizes num pic-nic quando subitamente...BOOM!, surge um dragão falante de sete cabeças  a dizer ‘It was all a dream!’, e o episodio acaba”.


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