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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Gone Girl


Ultimamente tenho visto uma enxurrada de maus filmes. Uns atrás dos outros. Escrevi sobre dois aqui no blog, mas esses são apenas a ponta do iceberg. 


É por isso talvez desajustado o meu fascinio por Gone Girl, que vi já duas vezes num espaço de 3 dias. Talvez por ter visto tanta porcaria recentemente, o meu sentido critico está mais volátil e receptivo. Consigo detectar vários problemas em Gone Girl, mas nem isso me impede de dizer que adorei o filme.  

É raro hoje em dia eu conseguir ver um filme em casa sem estar constantemente a pausar para verificar o telemovel e outras distrações do género. Mas Gone Girl, apesar de ser um filme longo, vi-o todo sem qualquer interrupção, tamanho era o meu fascinio pelo que estava a ver.

A banda sonora e a sua construção é talvez o mais óbvio e fascinante aspecto do filme. Não é tremendamente original, mas funciona tão bem aqui e embala perfeitamente toda a experiencia do principio ao fim. 

Apesar de não ser muito imprevisivel, a acção de Gone Girl consegue ser chocante e surpreendente em alguns momentos chave. O tom natural e realista da narrativa lançam todas as cenas de violencia para um patamar superior, emocionante e excitante – ao estilo de Instinto Fatal.


Ben Affleck e a actriz que interpreta a sua irma (não me dei ao trabalho de verificar o seu nome. Paciencia.) levam o filme às costas. Excelentes, ambos. Há anos que digo que Ben Affleck é um actor do caraças. E ele continua a provar o seu potencial. Filme após filme.

Rosamund Pike tem uma performance boa nos primeiros dois terços do filme, definhando para os lados da caricatura lá para o final, o que é pena. Já Neil Patrick Harris, é uma anedota, no mau sentido. E é lamentavel que a sua prestação seja tão má, já que ele está envolvido numa das mais interessantes cenas do filme, mas a sua presença acaba por sabotar um bocado o potencial impacto emocional e psicológico da dita cena.

Mas independentemente das interpretações pessoais dos actores, Gone Girl é um filme que me deu tremendo prazer enquanto o vi. E eu estava mesmo a precisar de algo assim. Que venham mais.


PS: comentei um filme de David Fincher sem mencionar David Fincher. Porque, coiso.

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