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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Rachel Rising


Geralmente não gosto de comentar antes de terminar, mas no caso de comics seriados abro excepção.

Comprei Rachel Rising na cave de um pequeno centro comercial escondido numa rua maioritariamente povoada por filipinos em Hong-Kong - Sugar Street. Precisei de dois fins de semana para encontrar esta rua, onde sabia existirem algumas lojas dedicadas a comics americanos (ao contrario das imensas livrarias onde se encontram mangas japoneses). Surpreendi-me ao encontrar uma bolha urbana claramente ocupada pela minoria filipina da cidade. E quando digo ocupada, é isso mesmo: por todos os cantos, escadarias e corrimões, jovens filipinas ocupam a rua, a passar o seu tempo a fazer não sei bem o quê. Sobretudo mulheres, jovens. Num espaço de cerca de 200 metros de comprimento e não mais que 10 de largura, Sugar Street está inundada de gente e de pequenos restaurantes dedicados à cozinha Filipina. É um lugar que me faz sentir estrangeiro em Hong-Kong, cidade em que habitualmente um ocidental passa quase totalmente despercebido, tal como qualquer outra pessoa. 

A loja de comics estava algures nesta rua, e depois de serpentear pela massa de pessoas, lá encontrei uma porta que conduzia directamente para uma escadaria subterrânea onde encontrei o que procurava - Metro Comics. Vasculhei pelo stock e agarrei no primeiro volume de Rachel Rising. Nunca tinha ouvido falar, mas a autoria de Terry Moore e as muitas criticas favoráveis na contra-capa despertaram-me a curiosidade.

Regressado a Shenzhen já na China continental, e depois de ter terminado o sexto volume de Chew que andava a ler, embrenhei-me na nova aquisição. Curiosamente comecei a ler Rachel Rising neste último dia 31 de Outubro, Dia das Bruxas. Tratando-se de um comic com pelo menos algumas premissas de terror, pareceu-me apropriado, embora não o tenha planeado propositadamente. 

The Shadow of Death é o titulo do primeiro volume. É também provavelmente o nome de alguma banda de death metal algures por esse mundo fora, mas Terry Moore pelo menos já tem o nome imprimido e à venda em papel.
No momento em que escrevo apenas li metade. Estou intrigado, bastante. A escrita é boa, as personagens apresentam-se complexas e densas em tão poucas páginas, o que deixa adivinhar enorme potencial para o futuro da série, e a sua descoberta. O desenho é a preto e branco, o que me agrada particularmente.
Espero acabar o primeiro volume assim que puder, e encomendar os próximos volumes.

Espero também escrever um artigo mais detalhado sobre Sugar Street, em que talvez fale em maior pormenor sobre Rachel Rising.


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