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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Dragon Ball Z: Battle of Gods


Divertidissimo!

Tenho que admitir que vi todo o filme em duas partes, enquanto ia no metro pela manha, e no meu telemóvel. Tem um bom ecrã OLED, mas ainda assim, reconheço que não terá sido a postura mais honrada para me reencontrar com aquela que foi, sem dúvida, a série de animação que mais impactou a minha infância.

A verdade é que não esperava muito deste Battle of Gods. Os anteriores filmes de Dragon Ball Z sempre foram relativamente fraquinhos, e as opiniões espalhadas pela internet deixaram-me com a sensação que este não seria muito diferente. Mas heis que bela surpresa, este ressurgimento de Akira Toryiama é afinal de contas um muito redondinho, mas também muito perfeitinho pedaço de Dragon Ball Z que me divertiu e entusiasmou do principio ao fim.

Para além da óbvia trip nostálgica, Battle of Gods reafirma em pleno o génio de Toryiama, que em pouco mais de uma hora de filme consegue criar um argumento mais interessante, com um vilão mais carismático que toda a série DB GT alguma vez conseguiu fazer em todos os seus episódios (sim eu sei que Toryiama não esteve envolvido em GT. That's my point.).

Lord Birus é a estrela do filme. Mais antagonista do que propriamente um vilão, o ser divino e Deus da Destruição - de claras influencias derivativas da iconografia clássica do Antigo Egipto - é carismático tanto pela sua veia cómica muito bem escrita, como pela sua aura sinistra que nunca desfaz a sua pose ameaçadora de incomparável poder. É um personagem que pelas suas características também apenas poderia funcionar neste formato de filme. E mais não digo para não spoilar.

O elenco de personagens cumpre as expectativas, e apresenta-se de forma lógica, sobre o pretexto da festa de aniversário de Bulma. Ficam assim reunidas as condições ideais para juntar a maioria das caras mais conhecidas da série num só lugar, sem se terem de inventar rebuscadas plots narrativas. Simples, e eficaz.

No final de contas Battle of Gods afirma-se como um bom filme para os fãs. O fanservice é óbvio, mas nunca se torna indulgente e abusivo. Tudo aqui é genuinamente divertido e claramente realizado com muito carinho e profissionalismo - uma forte capacidade de contenção criativa e narrativa é evidente, impedindo que o filme se afundasse num poço de excessivas referencias ao passado da série e a todo o material disponível para explorar. E claro, temos presente uma nova e exclusiva transformação de Son Goku, uma nova evolução de Super Sayian. E apenas isto, é mais do que suficiente para obrigar qualquer fã a ver Battle of Gods.

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