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terça-feira, 20 de agosto de 2013

The Bling Ring ~ Elysium ~ La Fille du 14 juillet

Três filmes. Duas ligeiras desilusões e uma experiência curiosa e inesperada. Pequenos comentários.


Ouvi falar de The Bling Ring pela primeira vez apenas umas semanas antes de o filme estrear. Sou um fã de Sofia Coppola (gosto de todos os seus filmes anteriores, sendo que alguns fazem parte dos meus favoritos de sempre), mas este, por diversas razões, surgiu-me do nada e eu lá fui ver sem saber muito bem ao que ia.
Surpreendeu-me, pela negativa. Praticamente não me suscitou qualquer tipo de emoção enquanto o via, e nunca encontrei nele o "toque de Sofia". Inserido no resto da filmografia da realizadora, Bling Ring surge como um apêndice apressado, que parece ter sido rematado em meia dúzia de dias apenas para encher uma bolsa de tempo enquanto se prepara o novo projecto a "sério" de Sofia - especulo eu.
The Bling Ring é chato e vazio. E preguiçoso. São esses os seus problemas. Bem sei que muitos dirão que essas são as características que ditam todos os filmes de Sofia Coppola, mas a esses sou apenas obrigado a sugerir que se esbofeteiem e revejam os ditos cujos. 




Depois de District 9 (que adorei), e depois de ter ficado de boca aberta com o trailer, não posso esconder que tinha altas (e elevadas) expectativas para Elysium. Se no departamento técnico e de efeitos especiais este é um dos mais impressionantes filmes de sempre (sem dúvida, na minha opinião), em tudo o resto revela-se surpreendentemente genérico.
É uma espécie de reciclar de ideias e conceitos de District 9, apenas num contexto ligeiramente diferente. Argumento de filme de acção levado às cavalitas pela urgência da gimmick contra-relógio que obriga o protagonista a correr contra o tempo. Apesar de toda a enorme ambição conceptual, o todo revela-se demasiado inconsequente e disfuncional, sobretudo no desperdiçar de potencial. O desperdiçar de cenas de acção que raramente conseguem entusiasmar (mesmo quando um mercenário Sul-Africano veste um exo-esqueleto futurista e ostenta uma katana samurai para defrontar o herói do filme), mas sobretudo o desperdiçar da mensagem e parábola de critica social que nunca é devidamente explorada.
Fico ansiosamente à espera do terceiro filme de Neill Blomkamp. Será uma prova de fogo para perceber do que o realizador é realmente capaz, depois de dois filmes demasiado semelhantes mas tão divergentes em qualidade.



Sim, é um filme francês.
Na minha mais recente passagem por Portugal, e Lisboa em particular, aproveitei para recuperar um hábito que cultivei enquanto vivi na cidade: ir ao cinema Monumental, no Saldanha. Lá encontram-se sempre aqueles filmes que, apesar de terem estreia oficial em Portugal, nunca aparecem em mais nenhuma outra sala. Estou a falar de todas aquelas peças de art-house-euro-indie-cenas-coiso-movies que os críticos de cinema mais pseudos tanto gostam de elogiar com "quatro estrelas e meia" enquanto escondem a todo o custo o seu envergonhado e recalcado fascínio por Dirty Dancing ou Independence Day.
Muitas pérolas apanhei eu ao longo dos tempos no Monumental, e desta vez o escolhido foi o filme francês La Fille du 14 Juillet (A Rapariga de 14 de Julho). 
Trata-se de uma comédia à francesa, estranha, com um estilo muito próprio e que serve de manifesto critico à actual crise social que se vive na Europa em particular (económica e politica). Atrevo-me a dizer que não é um filme para todos. Talvez nem para mim. Diverti-me enquanto o vi, e apreciei muito do seu humor inteligente, incisivo e subtil, apesar de toda a exuberância expressiva e teatral da maioria das cenas.
É um daqueles filmes que não faria sentido absolutamente nenhum para um público não europeu, e mesmo para estes, apenas alguns o perceberão realmente. É interessante. Não desgostei nem gostei muito. Achei apenas...interessante.

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