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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Need For Speed: Most Wanted (Vita)


Após deixar a consola abandonada durante algum tempo com o jogo em funcionamento, o ecrã de pausa automático começou a apresentar as minhas estatísticas de jogo. Entre elas, informou-me que eu já tinha 44 horas de jogo em Need For Speed: Most Wanted na Vita! "44 horas?! Num racer?! Numa portátil ! Mas eu nem sequer gosto muito disto!", pensei eu para mim mesmo chocado. Mas é bem verdade.

A última vez que explorei um Need For Speed mesmo a sério (ou seja, jogar o modo de carreira com intenções de acabar e tudo isso), foi com o Porsche Unleashed no PC, do ano 2000. Mantenho que é o melhor Need For Speed de sempre, na minha opinião. Uma opinião que não é partilhada por muita gente, muito devido a Porsche Unleashed ter sido um dos NFS menos jogados de sempre, e também por grande parte do público que hoje se diz fã da série se ter apenas iniciado na mesma com os horríveis e nefastos Underground. 
Desde Porsche Unleashed, nunca mais voltei a encontrar interesse nos NFS. Outros títulos interessantes começaram a ocupar o meu espaço automobilístico virtual, tais como Project Gotham Racing, Burnout e Forza.

Chegados ao final de 2012, a EA decide lançar o novo Most Wanted também na Vita, prometendo uma experiência semelhante à das consolas caseiras. Claro que isto é mentira e apenas conversa de marketing e PR, mas.....ainda assim, é uma boa experiência!
Graficamente um dos jogos mais impressionantes da Vita, inclui também todas as opções de jogo que encontramos na 360 e PS3 (e PC suponho) e, se problemas existem, devem-se sobretudo às limitações físicas da própria portátil. Estou a falar nomeadamente dos shoulder buttons, aos quais lhe falta aquela precisão de pressão que encontramos na referência dos mesmos do comando da 360, ou até nos do da PS3, embora a um nível inferior (é um facto! fanboys acalmem-se e ganhem experiência com todas as consolas para poderem comparar e argumentar de forma justa). Os botões traseiros da Vita praticamente só permitem acelerar a fundo ou travar a fundo. Tecnicamente falando, e com muita paciência  é possível controlar os níveis de aceleração de forma progressiva e gradual, mas não é de todo intuitivo fazê-lo. Isto pode parecer picuinhas para os utilizadores que passaram ainda os últimos anos a acelerar e travar com os botões "X" e "Quadrado", mas para todos os outros já bem habituados à excelente precisão analógica dos melhores pads para PC e 360, a diferença é brutal e muito desmotivante. É como voltar mais de 10 anos atrás no tempo.

Ainda assim, e fora este pequeno grande pormenor de que me queixo, Most Wanted na Vita consegue ser bastante viciante e divertido. O formato open-world que nos apresenta em muito contribui para o escandaloso número de horas que já lhe deixei em cima. Provoca o síndrome de GTA de apenas andar a vaguear pelo mapa a explorar os cenários e experimentar todo o tipo de acrobacias improvisadas que conseguimos desencadear. Aplausos por isso aos designers, que conseguiram criar um mapa grande (mas não demasiado) e interessante, o que nem sempre acontece nestes casos. O modo carreira em si também é interessante e bem estruturado, de forma diferente e refrescante, embora termine muito depressa.
Ao que parece o jogo também tem bons modos online, mas sinceramente eu não me interesso minimamente por isso. Ainda tinha curiosidade em participar em algumas das actividades cooperativas, mas o problema é que não tenho amigos (online ou irl) que tenham uma Vita para podermos partilhar a experiência online, e de qualquer forma, eu seria incapaz de recomendar a compra desta consola aos meus amigos. Sendo assim, os modos online estão lá para quem por eles se interessar. O que não é o meu caso.

Concluindo, a versão Vita deste novo Need For Speed é boa! Impressionou-me até. Mas que fiquei claro: eu nunca teria paciência para isto numa consola doméstica, e das 44 horas que o jogo registra, calculo que uma grande porção tenham sido contabilizadas enquanto eu estava sentado numa sanita ou à espera de loadings em frente ao PC enquanto ouvia algum podcast.

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