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terça-feira, 2 de outubro de 2012

A televisão e o seu futuro?



Entre ontem e hoje, anda meio mundo a comentar online os downloads que andam a fazer de séries da nova temporada televisiva que agora começou.

E depois ainda há quem me torça o nariz quando especulo que a televisão (como a conhecemos) tem os dias contados...

Daqui por 10/15 anos as principais cadeias televisivas americanas já nem se vão dar ao trabalho de transmitir ficção em canal aberto. Tudo on demand e conteúdo digital. Seja por meios legais ou ilegais. Hoje em dia já existem muitos exemplos claros de séries que têm mais audiências através de download/torrents que pela sua transmissão no canal de origem (Fringe, Breaking Bad, Louie, Archer, etc e tal). E a diferença é na ordem dos milhões de espectadores, e não apenas residual. Ou seja, o interesse tem de se inclinar para essa massa de público de forma a conseguir capitalizá-la. As audiências televisivas já começam a ser, em muitos casos, elas sim residuais e/ou minoritárias. E é por causa do sistema conservador que ainda hoje controla a maioria dos media que continuamos a ver séries a serem canceladas por suposta falta de audiências quando, na prática, têm uma legião de milhões de fãs a acompanhar cada episódio. A culpa não é da série, nem do seu público, mas sim do sistema de negócios actual que não consegue ainda lucrar nem beneficiar das audiências exteriores/online, apesar de serem massivas. É um sistema datado, arcaico, contra-produtivo e que por defeito se torna no seu próprio maior inimigo e destruidor dos produtos que tenta vender.

A televisão, quanto a mim, dificilmente irá ser mais que um canal de informação que transmitirá, essencialmente, informação e programação orientada para visionamentos em grupo (como o futebol, por exemplo). Ou seja, irá sobretudo ficar preenchida com o conteúdo que as pessoas geralmente não procuram por incentivo próprio e que lhes dá trabalho, (A informação. Daí a fácil manipulação e dissimulação da mesma pelas entidades corporativas que a controlam, no seu contexto mainstream.) e programação que o espectador não quer ver sozinho.

2 comentários:

Jorge Teixeira disse...

Concordo inteiramente, já o tenho dito também. A televisão, tal como a conhecemos hoje, irá desaparecer, ou se quisermos, irá mudar (drasticamente) - senão veja-se os downloads (e os tráfegos), os fóruns e afins, que se propagam por essa internet fora. É inevitável, penso, e positivo, dado que nunca em tempo algum se teve tanto acesso e tanta rapidez na interacção com a cultura e conhecimento (há que, contudo, saber filtrar, mas isso já é outra conversa).

Foi boa a leitura :)

Cumprimentos,
Jorge Teixeira
Caminho Largo

Leinad disse...

Obrigado pelo comentário :)

Curiosamente (ou não), e pelo que observo, são precisamente as pessoas que trabalham em televisão que mais estão fechadas e negam esta realidade inevitável. Enfim...