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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

DREDD



É hoje em dia muito raro um filme conseguir satisfazer em pleno todos os nossos desejos de entretenimento, mas Dredd chegou, e conseguiu! 
Dando novo ar ao género "shoot first, ask later", Dredd assume com total conforto e competência o ritmo de tremendo filme de acção que não se deixa comprometer pela pressão comercial para manter uma classificação etária abaixo dos 16 anos. Ou seja, ultra-violência da velha, palavrões e moralismos atirados pela janela do vigésimo primeiro andar reinam supremos em Dredd!

Desde as cenas iniciais Dredd assume a sua posição com total precisão, e daí não vacila até ao final. São pequenos grandes pormenores de produção que separam o trigo do milho, e aqui em particular no sector sonoro: o estardalhar ensurdecedor da mota de Dredd, aliado a faixas sonoras subtis com influências de Blade Runner introduzem o titânico personagem que é Dredd numa sequência inicial de perseguição que consegue logo arrepiar os pelos da nuca e deixa a mensagem clara de que estamos perante a Lei personificada! Karl Uban interpreta Dredd na perfeição, transformando a personagem numa das mais carismáticas de sempre no cinema! Para isso muito contribuiram os cojones que os manda-chuvas da fita tiveram para manter o capacete colocado em Dredd do principio ao fim do filme, nunca permitindo vislumbrar a cara do homem. Esta decisão não foi provavelmente bem aceite pelo departamento de marketing, nem pela distribuidora, e nem tão pouco pelo próprio actor (suponho), mas fez toda a diferença para poder fazer de Dredd aquilo que ele realmente é: o rosto da Lei! Se a máscara de Guy Fawkes se tornou no rosto de uma ideia comum à prova de bala, o capacete de Dredd é os punhos e o chumbo da Justiça anónima!

Na realidade, convém assinalar que a premissa de Dredd é um flagrante rip-off do filme indonésio The Raid, de 2011. Mas nem se consegue levar a mal, pois aqui tudo é feito na perfeição. A acção, o ritmo, os actores, as personagens, a banda sonora, a edição...tudo funciona para fazer de Dredd é uma peça de puro entretenimento quasi perfeito! Aliás, se me perguntarem, não consigo apontar um único defeito a este filme. Mesmo se parar 5 minutos para pensar no assunto............não, não consigo encontrar nada. 

Para concluir, apetece utilizar aquele chavão muito típico das capas de DVD, "este filme é um TRIUNFO!"

1 comentário:

Miguel Oliveira disse...

O único defeito a apontar é mesmo o filme não durar mais duas ou três horas :D