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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Being Flynn



Quase que dá vontade de dizer que basta pôr o Robert De Niro ao volante de um taxi, e temos grande filme! Mas neste caso não é só isso...

Being Flynn é acima de tudo um paralelismo recriado do mais elementar romantismo decadente de um escritor cuja loucura ou excentricidade criativa são apenas diferenciadas pelo seu estatuto social e económico. Não são aqui os poetas de há cem anos atrás que preenchem este quadro pantanoso, mas sim os "tristes, os vencidos" da actual urbe que atira para o fosso da sociedade aqueles que perdem demasiado tempo a sonhar, e pouco a actuar. Robert De Niro encarna isso mesmo, o "artista" prónoico, pernóstico e dono de um excessivo e irrealista optimismo. 

Being Flynn acaba por tanto ser um filme sobre a vida actual, como a vida em geral, um drama familiar entre pai e filho ou um drama individual de um homem que é pai e outro que é filho. Certinho é que é um muito bom filme!

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