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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

RAGE



O importante aqui é ignorar a enxurrada de clichés e fórmulas gastas que nos são atiradas para cima e aproveitar acima de tudo o núcleo de Rage, a sua jogabilidade e a progressão da sua acção no sentido mais linear possivel.

Custou-me a gostar de Rage de início, mas quando o acabei, deixou saudades. O jogo tenta demasiado ser uma espécie de RPG, mas ao sê-lo, é da pior forma. Quests manhosas de "vai-me buscar isto e eu dou-te aquilo" apenas existem para encher chouriços e distrair do que realmente está muito bem feito no novo título de Carmack, nomeadamente as mecânicas core de FPS puro e duro e, claro está, o brilharete técnico que eleva Rage ao patamar dos mais impressionantes desta geração.

Portanto ignorando todo o conteúdo redundante e chato que o jogo nos tenta impingir (e foi o que fiz, deixando assim imensas side-quests por fazer e terminando com cerca de 12 horas de jogo), Rage revela-se afinal um jogo muito bom, e um FPS muito raro no panorama das consolas. Tudo, atenção, graças à pura jogabilidade que está tão bem afinada. Porque de resto, a nível de argumento e história, desenvolvimento de personagens e tudo isso, é zero! Rage é uma nulidade nesses aspectos, chegando mesmo a ser chocante de certa forma. Mas perdoa-se. Perdoa-se porque consegue ser tão viciante e divertido, e por vezes (mas não sempre) isso basta. Em Rage, basta. 

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