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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

PS VITA



O hardware é surpreendentemente bom. Grande, mas confortável e fácil de manusear. Muito rapidamente nos esquecemos que temos um enorme calhamaço nas mãos, e para isso muito contribui o enorme ecrã que absorve toda a nossa atenção.

O software é outra conversa. Ainda sem ter tido oportunidade para explorar muito (o online nomeadamente), e apesar de já conhecer o aspecto de ante-mão, a interface ainda assim choca, visualmente. Os menus parecem ser a internet do futuro imaginada por alguém a viver em 1996. Grotesca! Embora funcional e de fácil exploração. Mas depois de anos de habito com a XMB da PSP e PS3 (à força diga-se, já que mesmo isso dói para quem utiliza a muito superior interface da 360 e do Live), esta nova direcção visual e de design virtual da Vita parece...demasiado rude e grosseirona.

Lumines: Electronic Symphony é sem duvida o killer-app, e O jogo a adquirir do line-up inicial. Sim, Uncharted é muito bonito e tudo o mais, mas Lumines é aquele jogo que garantidamente estarão ainda a jogar nos próximos anos (se entretanto não sair nenhuma sequela), tal como aconteceu com os anteriores Lumines da PSP. É uma fórmula mais que testada e comprovada, e que justifica bem o seu valor em horas de jogo e vicio puro e duro.

A consola no geral continua a cheirar-me a flop. Não sei muito bem que tipo de pessoas é que hoje em dia estão dispostas a pagar por uma coisa destas, máquina portátil (acima de tudo) dedicada a jogos, quando os tablets e smartphones já endrominaram quase por completo o público mais casual. Tenho as minhas dúvidas em relação ao potencial alcance da Vita, e do seu pretendido lugar no mercado actual.
Mas deixado de lado análises de mercado (que acho sempre tão interessantes e fascinantes. Sério), o importante são sempre os jogos. E nesse sentido, e falando apenas por mim, o novo Lumines por si só já justifica a existência da Vita. Depois pelo caminho surgirão mais uns quantos indispensáveis, e isso é suficiente. Com tantas consolas no mercado, tantos jogos para jogar e tão pouco tempo para o fazer, não são precisos catálogos de dezenas ou centenas de jogos indispensáveis à lá PS2. E mesmo que a coisa se mantenha activa só por uns dois anos, basta, por mim. Fala isto um gajo para quem o melhor período videojogável da sua vida foi com a Dreamcast, num curto espaço de tempo de vida de cerca de um ano, com prái uma dúzia de jogos realmente muito bons! 

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