Deixem o vosso e-mail para receber notificações de novos artigos...e ganhar brindes

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Moneyball & The Descendants


2012 começa com bom cinema, mas também com duas notórias desilusões. Moneyball e The Descendants apresentaram-se muito longe daquilo que eu esperava, não cumprindo (de todo) com as expectativas que todo o hype prometia.

Moneyball é, afinal, apenas mais um filme americano de baseball. Pesa-se toda a alienação que o desporto em si já provoca no espectador europeu (e em mim em particular que ainda estou para encontrar ponta de interesse naquilo) e sobra apenas uma divertida interpretação de Brad Pitt e uma mais ou menos interessante de Jonah Hill. Brad Pitt a roçar a caricatura por vezes, um pouco dificil de levar a sério, mas ainda assim cativante. Jonah Hill apenas interessante porque foge ao seu papel e figurões habituais (não necessariamente bom ou fascinante...apenas interessante por isso).
Mas no fundo Moneyball é o típico filme de desporto americano, com a sua progressão ultra linear e previsível (ainda que baseado numa história verídica, eu sei), que quando atinge a "fase" das consecutivas cenas de exibições desportivas, entra em modo de exibicionismo masturbatório da glorificação do suposto espectáculo que é o baseball, mas que se traduz deste lado da tela para um grande "Who gives a fuck?!".

O filme não é mau. Vê-se bem. E a primeira metade é realmente interessante e agarra....mas depois pronto...é o típico filme americano de baseball (os japoneses que se inclinam nessa temática costumam ter pelo menos um ritmo mais imprevisível. Sobretudo os que incluem zombies. Quanto aos venezuelanos é que não sei nada.)



The Descendants é melhor. Muito melhor. É aliás um filme bastante bom. E não fosse (lá está) todo o hype e alarido que o rodeiam, e eu não teria ficado aborrecido.
Não, este não é "o grande papel da carreira de George Clooney", e não, este não é "o filme do ano"! Isto não é, nem de perto nem de longe, um Sideways. Mas é um bom filme! Agradável de se ver, confortável e com um bem equilibrado tempero de humor, lamechismo, drama e sensibilidade. Falta-lhe no fundo algum peso, algo que o destaque e que deixe rasto de memória no público. Falta-lhe impacto e surpresa, tornando-se numa experiência demasiado passiva para o espectador, que pode assistir ao filme no mesmo estado de braindead com que assiste a uma comédia light de sábado à tarde ou um filme de acção barato.
Gostei, mas estava à espera de muito mais! Sobretudo vindo de quem vem. E essa história de ser o filme do ano...não sei onde a foram buscar. 

Sem comentários: