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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Drive



Um dos melhores filmes de sempre. Banda sonora espectacular, filme incrível, actores do caraças, fotografia lindíssima....arte, arte, arte! E um filme fascinante! Belo, lindo, surpreendente, brutal, quase perfeito. A prova cabal do cinema americano como grande motor e fábrica da explosão paradigmática da indústria. Um marco de cinema que se funde entre um rio de pop estilizada coberta por uma nuvem de crime-noir montado em fundações de puro cinema indie europeu. É assim que se encontra um clássico intemporal. Aquele filme que daqui a 20 anos terá de ser referenciado em qualquer lista dos melhores filme desta década, do inicio deste século, ou quiçá de sempre.

Mais de sete horas volvidas depois de ter visto o filme, continuo a pensar nele...a banda sonora toca incessantemente no meu computador (neste momento até, em que escrevo), e a vontade de o rever cresce desesperadamente. Quero um poster gigante emoldurado de Drive! Um desejo materialista que reservo para muito poucos filmes. Apenas para os que "batem mais cá dentro". Os meus clássicos. Drive já faz parte do clube...




EXTRA:
Tremendamente frustrante a experiência de tentar escrever sobre Drive. Tentei, tentei, mas tudo me soava a frete. A frete que não fazia justiça ao filme. Nem o texto de cima faz, mas ainda assim, foi o melhor que consegui neste momento.
Ainda assim, pela primeira vez resolvi deixar aqui os rascunhos do que tentei escrever mas não consegui terminar por não gostar do que estava a escrever. Fica registado, como curiosidade. Uma pequena experiência exibicionista de falhanço escrito...

Muitas expectativas tinha eu para Drive. Expectativas que não consigo muito bem explicar, para além do instincto. Uma review que li e que dava nota máxima ao filme falava-me de um clássico instantâneo, com um ritmo lento e sofisticado, pintado ao som de synth pop, com planos à lá Michael Mann e uma brutalidade de Scarface. Falava-me ainda de um filme que transpira um certo revivalismo artistico de influencias bem vincadas, mas criando ainda assim uma obra totalmente nova e original, e surpreendente. 
Toda a review me falava brilhantina para os meus ouvidos, para a minha senssibilidade pessoal, "Ok, isto soa mesmo a algo perfeito para mim!"
Depois vi o trailer, e percebi que era uma armadilha. Uma armadilha para atrair todo o tipo públicos. Um trailer que disfarça a verdadeira identidade do filme, e que o faz parecer o tipico filme de acção e gangsters americano, com muitos carros à mistura. Mas alas, eu percebi rapidamente que era uma armadilha pois rapidamente se começaram a ouvir queixas na internet dos mais grunhos que pensavam que iam ver um Velocidade Furiosa e ficaram desiludidos com o que lhes foi apresentado. Foi por essa altura que as minhas antenas se levantaram definitivamente por Drive e tremeram ao máximo quando finalmente vi o filme.
Já conhecia o realizador Nicolas Winding Refn do filme Valhalla Rising (um filme interessante, mas que não atingia todo o seu potencial) e estava por isso prevenido para um ritmo bem diferente do habitual para este Drive....



Os filmes realmente muito bons não acontecem apenas dentro da sala de cinema. São aqueles que crescem muito depois disso, que se expandem e desenvolvem na nossa recordação e que, no final, criam saudades.
Desde as primeiras palavras pintadas a cor de rosa, passando pela perfeita introdução de créditos iniciais, imediatamente Drive me arrepiou e me suspirou suavemente, "Sim, este vai ser perfeito...". E foi, e é.
2011 tem sido um excelente ano de cinema, com alguns filmes realmente muito, muito bons, mas acho que é Drive quem leva a minha recomendação pessoal para melhor filme do ano, até ver. E quem diz melhor filme do ano, diz também um dos melhores filmes dos últimos ano, e por aí fora.
Uma espécie de messias cinematográfico do circuito americano, conduzido pelo dinamarquês Nicolas Weding Refn, 

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