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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Meia Noite em Paris



Quando me perguntam eu digo sempre que não gosto de Woody Allen. E não gosto! Não gosto do homem (coisinha mais indulgente e narcisista deste universo), e sou da opinião que é um realizador que, em geral, se passeia pela mediocridade. Isto no sentido em que a maioria dos seus filmes são isso mesmo, medíocres, apesar de se tratar de uma mediocridade muito sui generis, com identidade bem demarcada e vincada, que as pessoas tendem a confundir com qualidade...

Agora vinha a parte em que para apaziguar os ânimos dos fãs de Woody, eu explicava que tudo o que escrevo é, obviamente, apenas a minha opinião pessoal. Em vez disso admito apenas que lhe reconheço também uns excelentes clássicos do cinema, que são a excepção à regra (caso de Match Point por exemplo, ou aquele outro com o Sean Penn... vocês sabem...). Também admito que - e para isto já não consigo encontrar explicação muito clara - nos últimos 10 anos fui ver ao cinema quase todos os filmes que têm estreado de Woody Allen! Maior parte das vezes serve apenas como lição pra me relembrar que não acho piada nenhuma ao homem, e lá saio eu da sala a resmungar comigo próprio. Mas de vez em quando (as tais excepções), até vale a pena.

Hoje foi um desses dias em que valeu muito a pena ir ver o novo de Woody Allen, Meia Noite em Paris.
Faço parte do grupo de pessoas que gosta de Owen Wilson. Acho que é um gajo carismático, engraçado, charmoso, e porreiro visto de todos os lados. Gosto dele em qualquer registo, mas é sobretudo no mais dramático e "pausado" que o actor melhor brilha e mostra o seu real valor e alcance, quanto a mim.
Meia Noite em Paris é o excelente filme que é, em grande medida graças ao charme e "porreirisse" de Owen Wilson. Acrescente-lhe a isso uma história bela e original que mistura aparentes viagens no tempo como um reflexo de uma introspecção necessária e evocativa das ansiedades de todos nós, e temos o filme perfeito para uma matinée relaxada numa confortável sala de cinema. Excelentes aparições de actores inesperados (Adrien Brody é fabuloso e hilariante na pele de Salvador Dalí), uma narrativa surpreendente e uma belíssima banda sonora constroem esta experiência mágica que surgiu assim do nada para mim, mas que me arrebatou e se tornou facilmente num dos favoritos deste ano. 

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