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domingo, 12 de junho de 2011

X-Men: First Class



Há que esclarecer e deixar algo bem claro quando se falar de X-Men: First Class: o filme é Michael Fassbender! E seria ainda um muito melhor filme se fosse só Fassbender do principio ao fim. Pra quem não percebeu, estou a falar do actor que interpreta o prestes a ser Magneto, o vilão principal do universo X-Men.

A primeira meia hora do filme é praticamente perfeita! Temos o tal Fassbender, totalmente exposto, a transbordar de carisma e a fazer o chamado "papelão" na pele de Erik Lehnrsherr, na sua furiosa corrida para caçar ex-nazis e aproximar-se do seu objectivo final, o homem que matou a sua mãe e o "ajudou" a potenciar os seus poderes. Esta fase inicial do filme é, simplesmente, deliciosa. Esquecemo-nos quase por completo que estamos a ver um blockbuster de super-herois da Marvel, e invés disso somos mergulhados num cinema sofisticado, polido, requintado até, e com um ritmo pautado a ouro. Continuaria o filme nesta nota até ao final, e teríamos clássico absoluto, obra que iria certamente ser nomeada a muitos Oscares e prémios demais. Tudo isto, repito, graças à interpretação de Michael Fassbender.

Mas depois, mais ou menos a meio da película, o filme perde a postura. Surgem os outros mutantes, o ritmo acelera para um estilo mais típico do género, com exposição rápida e "automatizada" de todas as personagens que têm de ser apresentadas ao publico, e no meio disso tudo a personagem de Erik (Magneto) dissolve-se, ficando a sensação (justa) que o melhor do filme já terá ficado para trás.

Não que X-Men fique mau depois da fase inicial, nada disso, mas fica apenas...bonzinho, normal. A primeira parte é tão surpreendentemente boa, que acaba por prejudicar o filme na sua totalidade, desmontado-o numa desequilibrada mistura de quase filme de autor com blockbuster tipico de verão. Também não ajuda nada que quando as cenas de maior acção surgem, os efeitos especiais não estão à altura, manchando ainda mais essa "faceta" do filme. O CGI em particular é muito fraquinho, distrai demasiado de tão perceptível que é (o que custa a perceber para um filme com este orçamento e este tipo de ambição). 

Ainda assim, temos, quanto a mim, um dos melhores filmes de super-heróis de sempre. Não está nem de longe perto de atingir o nível de The Dark Knight, mas se esquecermos esse por momentos, será difícil encontrar um melhor filme do género que este X-Men: First Class. O filme tem uma sensibilidade e uma sofisticação invulgar para uma obra em que homens vermelhos e uma mulher diamante convivem com humanos "normais" em plenos anos 60. Apesar de tudo, existe aqui um trabalho bem montado e coordenado, uma dedicação que é evidente por parte dos responsáveis envolvidos. É também evidente que tiveram de ceder e se comprometer a agradar a gregos e a troianos para garantir o sucesso comercial da fita, mas ainda assim, e no final de contas, este "novo" capitulo cinematográfico de X-Men sai recomendadissimo! Nem que não seja só pelo magnifico desempenho de Michael Fassbender, como já referi causticamente.

PS: Dei-me conta depois de já ter tudo escrito que não mencionei as restantes personagens e actores. Bem, a verdade é que embora a personagem de Magneto roube o espectaculo, há que dar o mérito também ao restante elenco, que em geral surpreende pela positiva, tanto nas suas escolhas como desempenho. Pronto.

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