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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Essential Killing


Sou fã de Vincent Gallo! O seu filme Buffalo '66 é um dos meus filmes favoritos de todo o sempre, e acho que o homem, como artista multifacetado que é, é de facto uma das mais geniais e incompreendidas personalidades americanas das ultimas décadas.

Foi por isso com normal ansiedade e curiosidade que fui ver o mais recente filme em que o actor participa e que estreou hoje nas salas portuguesas, Essential Killing.

Convém avisar de antemão...este não é um filme para todos/tolos. O que temos aqui, muito resumidamente, é um homem mudo de barbas a fugir sem parar no meio de florestas cobertas de neve e a comer o que quer que lhe apareça à frente e a matar quem quer que lhe atrapalhe o caminho. Se quisermos explicar de forma mais justa e aprofundada, temos aqui o chamado trabalho de super-actor (não é por acaso que ganhou o prémio para melhor actor no Festival de Veneza) inserido num filme muito bem realizado que nunca aborrece apesar de superficialmente parecer a coisa mais aborrecida que se poderia fazer.

O timing é bom, a acção mantem o espectador na expectativa de saber mais e conhecer melhor a personagem principal, e no final de contas temos uma experiência muito redondinha e completa que satisfará, julgo eu, quase todo o tipo de públicos (em contradição com o que disse em cima, eu sei). Pensem numa espécie de Rambo (o primeiro), mas sem diálogos, com uma personagem ainda mais ambigua e realista, e com um método de realização e narrativa (conceptual) bastante experimentalista. É isto Essential Killing, quanto a mim. E gostei. Não considero uma obra-prima nem nada do género, mas gostei, e isso foi suficiente.  E Vincent Gallo...tal como já disse, é o super-actor! E neste filme ele demonstra essa faceta e essa capacidade de forma brilhante, sem mácula!

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