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segunda-feira, 27 de junho de 2011

AMERICAN VAMPIRE



Os vampiros podem estar na moda (ou estiveram pelo menos...a "loucura" já está a esmorecer), e é certo que muita porcaria se produziu à volta destas criaturas nestes anos recentes - desde séries de tv, literatura, filmes... - , mas nem por isso devemos estar desatentos à boa ficção vampiresca que vai surgindo, e, deixem-me que vos diga...American Vampire é muito bom!

O potencial aqui é enorme (prevejo tentativas futuras de adaptação ao cinema), mas a qualidade logo no primeiro volume é também grandiosa. Esqueçam os vampiros lamechas e romantizados para agradar a jovens adolescentes...o que temos aqui é a recriação e ilustração dos vampiros na sua forma mais primária e visceral - criaturas sanguinárias, impiedosas e violentas, puros predadores que vêem os humanos como simples pedaços de carne, brinquedos carnais e alimentares. 

Stephen King (pela primeira vez a escrever neste medium) assina metade dos contos nesta inovadora e original abordagem de contar duas histórias inter-ligadas em formato de novela gráfica. Mas o que surpreende (e poderá ser notado como grande elogio), é que a marca de Stephen King, embora correcta e irrepreensível, não é de maneira nenhuma o destaque maior deste trabalho. Scott Snyder é o outro autor deste American Vampire, e, quanto a mim, a sua escrita consegue ser ainda mais cativante e pujante que a do seu mais célebre companheiro de letras. Seja como for os dois juntos conseguem criar algo de realmente novo e original, refrescante! Um universo sangrento e brutal que traz de volta a glória perdida dos vampiros e que irá certamente surpreender até o mais cínico destas andanças. A arte do brasileiro Rafael Albuquerque, obviamente, também ajuda ao espectáculo (embora eu não seja assim tão fã quanto o resto da critica especializada).

Não se pense no entanto, pelo que digo, que se trata apenas de violência e jorros de sangue. O que é realmente maravilhoso neste American Vampire é como, "apesar" deste regresso às raízes mais cruéis desta mitologia, consegue ainda assim puxar os cordelinhos mais susceptíveis e emocionais do leitor de forma muito incisiva e eficaz - o romance está cá sim, e muito bem construído. Apenas não tenta ser o centro das atenções. E ainda bem.

A série está apenas no inicio, e a julgar pelo volume inicial, prevê-se, como já disse, um enorme potencial! A introdução a este universo (o primeiro volume é, essencialmente, uma "origins story") está dada, e agora resta esperar pelo que aí vem...com muita ansiedade!

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