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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Being Human

Acabou recentemente a primeira temporada da versão americana da série Being Human. E gostei!

Eu vejo muitas séries (demasiadas mesmo!), mas não é muito frequente escrever sobre elas, curiosamente (mesmo as que mais gosto). Desta vez apeteceu-me dar o salute a Being Human porque foi uma das séries que mais me surpreendeu pela positiva nos ultimos tempos.

Nao vi a versão britanica! Sim, a versão americana trata-se de uma adaptação da versão inglesa, mas eu nunca lhe vi sequer vi um minuto, e, segundo os próprios, os produtores e actores da versao americana terão evitado propositadamente ver demasiado da versão original. E ainda bem! Ainda bem porque assim nao temos uma conversão directa "copy/paste" com personagens coladas em cartolina e argumento pedido emprestado (tipo a recente conversão de Skins). 

Comecei a ver Being Human numa altura em que nao tinha muito para ver e, por acaso, começavam-se a ouvir pelas internets uns "zuns-zuns" aqui e ali a dizer que a versao americana da série nem era má. Ora isto quando se trata de adaptações do género, devemos sempre interpretar como "até poderá ser excelente!". Estes iniciais comentários timidos que tentavam elogiar a série estavam afinal apenas condicionados pelo estigma (que regra geral está correcto) que dita que sempre que os americanos se põem a converter propriedades alheias, dá esterco. Por isso houve um certo receio e hesitação inicial para ver quem seriam os que dariam o primeiro passo a admitir que afinal estavamos perante uma muito boa nova série. Actualmente, pelos vistos, a opinião já parece ser mais ou menos unanime.

Mas o que é isto de Being Human, e porque é que recomendo tanto? A série conta a história de três "individuos" misticos que vivem juntos na mesma casa, especificamente um vampiro, um lobisomem e uma fantasma. E depois pronto...é drama, peripécias, narrativas interligadas, coiso e tal...nao vou spoilar nada. Mas é muito porreiro e a série agarra muito bem o espectador e, acima de tudo, surpreende!! Nao consigo deixar de insistir nesta tecla sempre que falo de Being Human, mas a série realmente conseguiu surpreender-me imenso com alguns twists e desenvolvimentos em particular. Do nada, quando pensamos que está tudo bem, cai-nos em cima uma poderosíssima cena dramática que abana com os pilares da série e das próprias personagens e nos permite imediatamente perceber que os produtores da mesma não andam nisto só para apanhar boleia no comboio da moda dos vampiros e para agradar a jovens miudas adolescentes.

Sarah Allen no papel da vampira noob/femme fatale
No centro de todo este drama (atençao, a serie nao é só drama, longe disso! É no geral bastante light e descontraida até. Mas é o drama que mais surpreende, só isso) temos sempre presente o grande motor da série, na pele de Sam Witwer, que interpreta aquele que é, provavelmente, o melhor vampiro da actualidade em televisão. A série brilha realmente (não no sentido Twilight!) quando o vampiro está em cena. Transborda de carisma, é super natural, engraçado e bem humorado (e não no sentido de humor diabólico e sádico), credível, e é ele, mais que qualquer outro elemento, que nos mantem prontos para ver o próximo episódio. Não é que as restantes personagens sejam más ou desinteressantes, longe disso  (Mark Pellegrino é brilhante tambem! E não irritante como era em Lost), mas pessoalmente este vampiro apanhou-me de surpresa. Habituado a tantos outros morcegos que por aí andam (True Blood, Twilights, etc), acabou por ser este senhor, vindo do nada, que realmente consegiu reconquistar a minha confiança (salvo seja) nesta espécie em vias de extinção...

Portanto...pronto, tá tudo dito, o que eu queria dizer. Se ainda nao vêem, vejam a versão americana de Being Human. Vão ver que não se arrependem. E se se arrependerem...já sabem, paciência.

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