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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Drinking at the Movies

Julia Wertz, a autora do comic auto-biográfico Drinking at the Movies não tem sequer uma página no Wikipédia. Nem tão pouco o seu trabalho. No entanto, trata-se de um dos mais engraçados e bem ritmados livros que poderão ler, e que já tem uma certa base de culto à sua volta, e tem sido merecedor dos melhores comentários por parte da critica. 

A primeira edição (de tiragem. Trata-se de um livro único, com principio e fim) já se encontra à venda em Portugal a um preço relativamente acessível, e é altamente recomendado, seja pra quem for.

Utilizando e descrevendo a sua própria experiência de vida, nomeadamente da sua mudança de San Francisco para Nova Iorque e do seu inicio de carreira como autora de banda desenhada, Julia Wertz consegue recriar e ilustrar uma série de situações do seu dia a dia sem se deixar perder nos muito frequentes becos de indulgencia a que estes exercícios são propícios. Temos logo aqui um ponto muito positivo, que consegue calar os mais cínicos e todos aqueles que pegariam no comic com uma disposição de apreciações pré-concebidas e presunçosas.
Mais, a rapariga (ainda é nova...20 e tais) consegue ser genuinamente engraçada e, muito frequentemente, hilariante! Se lerem Drinking at the Movies em locais públicos, preparem-se para fazer a típica figura de maluquinho que está sentado, silencioso, a ler um livro e de repente se cospe todo a rir! Aconteceu-me umas quantas vezes...

Os temas abordados são muito actuais, e as referencias pop, sociais, politicas e culturais (etc) são não só muito recentes, como muitas delas ainda recorrentes. Torna-se portanto particularmente interessante e pertinente pôr as mãos neste comic o mais depressa possível, pois sentimos que fazemos ainda parte desse universo retratado.

Pessoalmente, devo ainda dizer que me identifico em muito com os episódios que Julia documenta, e acredito que muitos jovens se poderão igualmente identificar com algumas partes, pelo menos. Admito, sinto-me também frustrado, pois embora ela se apresente como uma rainha assumida da procrastinação e do desleixo, conseguiu ainda assim produzir uma obra artística que se exportou inter-continentalmente atingindo um publico de língua estrangeira e que eu estou agora a comentar no meu blog. Se calhar o rei sou eu...

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