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sábado, 12 de março de 2011

Somos livres?

A questão é muito simples, e em igual medida assustadora.
Uma manifestação num país capitalista, livre, democratico, desenvolvido e inserido no grande (esquema) Sistema Economico Mundial (Mercado), será sempre finita a curto prazo. Começa, aglomera-se, e morre dispersando-se.

O jovem, apesar de ter toda a vida pela frente, está já escravizado pelo sistema. É uma faca de dois gumes (com um talvez mais aguçado que o outro). O jovem tem, relativamente, um bom nivel de vida, um certo conforto pessoal - tem o seu carro talvez, a sua panoplia de gadgets futeis e carissimos, uns quantos vicios, está integrado em algum tipo de grupo social que lhe é familiar, etc. A sustentar tudo isto estão enormes expectativas familiares, sociais e pessoais (impostas e não só) e grandes custos financeiros. Créditos! Crédito é a palavram de ordem! O individuo está endividado, e a unica forma de manter o seu nivel de vida e ir pagando os créditos, é continuar a viver, não ficar parado, nao se distrair com nada. E certamente não com protestos que durem mais que um dia.

O Jovem, apesar da sua juventude, tem já demasiado a perder e sabe disso. A revolução exige empenho e entrega total. Exige compromisso e uma visão que só olha em frente e não para as laterais. Não existe isso em Portugal...não existe isso numa sociedade escravizada pela Ditadura Economica.
É também precisa uma clara percepção do alvo a abater. Por enquanto subsiste ignorância em larga escala e muita confusão.

É essa a diferença entre o sucesso das revoluções arabes e uma eventual imitação na Europa. Quando não se tem nada a perder (ou pouco) e quando se está livre do materialismo, a revolução é possível! Por cá, só será quando se chegar ao extremo total...a um ponto de ruptura em que as pessoas nada mais têm a perder e por isso não temem. Ainda não chegamos a esse ponto. Felizmente, ou infelizmente?

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