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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

FILTHY RICH

Admito, foi a capa que me seduziu. E antes de considerar a qualidade do livro, já estava a imaginar como esta pequena aquisição iria enfeitar perfeitamente a minha prateleira de comics. Depois reparei nas criticas positivas que tinha na capa e contra-capa, e fiquei ainda mais seguro e confiante a levá-lo comigo...

Numa esplanada ao sol, bebendo um galão e comendo um brownie, lá comecei a leitura. Novela gráfica de bolso, livro pequeno, que se ajusta bem ás mãos e permite uma leitura discreta, ao contrario da maioria dos livros do género. 
Meia hora depois, estava quase completamente devorado este absorvente thriller retro-noir. Só não acabei a leitura toda ali porque começou a ficar escuro e frio, e os pombos à minha volta demasiado inquietos pró meu gosto. 


Filthy Rich é bom, mas nada de especial. Mas é bom! E numa apreciação mais pessoal e luxuriante, é de facto um prazer enorme conjugar um pedaço rápido de cultura e arte com um lanche bem gostoso ao sol. Autentico filme privado aos quadradinhos, no meio de uma multidão, que se vai desenrolando na nossa mente e olhar apenas. Um "filme" interessante, cativante. Ultra-violento em momentos, e noutros escaldantemente sensual, precipitando um intenso suar de erotismo em rápidas e elegantemente subtis vinhetas. Delicado, mas muito bruto ao mesmo tempo. A narrativa desenrola-se bem, a arte é francamente boa, e no final de contas dá-se a experiência como muito satisfatória. Mesmo que provavelmente não venha a permanecer na memória por muito tempo. 
Mas caraças, vai ficar tão bem na prateleira! E um poster a acompanhar? Isso é que era...

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