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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

No Mundo, e em Portugal

Numa recente entrevista à revista Visão, Manuel Alegre disse:

"Qualquer Governo, seja de que partido for, que quiser pôr em causa a gratuitidade e a universalidade do Serviço Nacional de Saúde, ou da escola pública, terá a minha oposição"

"Se for eleito, terei muito bons conselheiros, na área económica. E uma nação não se reduz a uma visão técnica da economia."

"Não pode é haver abstenção à esquerda. As pessoas de esquerda têm de perceber o que está em jogo: se houver uma concentração de poder todo nas mãos da direita, na situação de crise em que vivemos, vai haver uma grande alteração política e social. Os mais humildes, os trabalhadores, irão sofrer duramente essas consequências. Quem se abstiver dará um grande tiro no pé. Quem se abstiver estará a votar numa concentração de poderes na direita, como nunca houve em Portugal, do poder económico e do poder político."


Nestas afirmações há que saber também ler nas entrelinhas e filtrar/transformar o típico discurso politicamente correcto, (justamente utilizado por um candidato presidencial), e identificar todo o plano da mensagem e da real ameaça que aqui se discute (muito clara e explicita para os mais despertos).

Se o homem vai cumprir ou não (se lhe for dada essa oportunidade), não posso saber. Nem dependerá apenas dele... Mas dadas as várias direcções disponíveis, dirijo-me para a mais sensata, livre, social, cívica e responsável. Como me parece ser bastante obvio e até imperativo, já que eu sou "apenas" uma pessoa, um cidadão social (vulgo Povo), que vive dela e para ela, a sociedade. Não sou um gestor de empresas e o meu exercicio diário não passa por satisfazer os objectivos do grande Capital bolseiro nem tão pouco alimentar os lobbies politicos e económicos que dirigem e tentam construir o mundo actual e o seu futuro. 
É por isso para mim muito óbvia a escolha à esquerda, e é sempre com choque (embora já pouca surpresa) que verifico que a enorme maioria das pessoas deste país (já para não falar do Mundo) fazem parte exactamente do mesmo "grupo social" que eu, mas ainda assim uma grande e muito influente percentagem prefere, se apoia e vota no seu sentido oposto. Autentico voto de confiança e de impunidade dado ao criminoso que lhes está a apontar a arma à cabeça, é assim que vejo a situação.

Porque hei-de hesitar ou ter medo de dizer em quem voto e quem apoio?! Porque é que na nossa sociedade actual se identifica uma pessoa, orgulhosamente, pelo clube desportivo que apoia, mas se esconde e se abriga no anonimato quando da sua posição politica se trata? Que estigma é este? De onde vem e quem o criou? Que neo-elitismo é este que dita que fica bem não dizer em quem se vota e que é imaturo e irresponsável disponibilizar essa informação? Que sociedade é esta que puxa as pessoas a revelarem todas as informações das suas vidas através da internet e da logística do dia-a-dia mas que tenta ao mesmo tempo oprimir a troca de impressões politicas entre o cidadão?! Mas não é afinal o Plano por demais evidente?! Ou andamos todos a viver uma versão real do clássico "O Rei vai nu" à espera que o nudismo generalizado se torne moda aceite para depois morrermos todos de frio?!

O voto é livre, mas a opinião publica, essa, já está completamente formatada. Uma tragédia social, um genocídio praticado pelo interesse soberano que se traduz num suicídio colectivo da população. Instrumentos manipulativos, altamente calculistas e ponderados, cultivam e financiam a ignorância nas massas (os apoios à Educação são sempre os grandes alvos) para que as suas agendas de Terror Capital deslizem para o futuro sem atrito, que nem faca em manteiga...

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