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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Biutiful




21 Gramas é um filme que adoro, e Babel um filme que desprezo (pessoalmente achei vulgaríssimo). Por isso foi com expectativas mais ou menos mistas que fui ver este Biutiful. Digo mais ou menos porque na verdade o trailer tinha-me deixado uma óptima impressão, tendo aquele factor inexplicável que me tocou pessoalmente como que a avisar "sim, este vai ser muito bom!". E rais'parta, Biutiful é realmente um filme muito bom!

Inárritu é um realizador peculiar. Basicamente faz sempre o mesmo filme...a estrutura é sempre semelhante, a encenação segue um estilo próprio, e o peso profundamente trágico-depressivo misturado com vida e esperança são características presentes nas suas três principais obras. Apesar disto, consegue surpreender e criar películas terrivelmente originais e refrescantes. Um enorme prazer de cinema é o que se retira de Biutiful. Filme poderosíssimo, fabuloso, e com interpretações absurdamente boas! Bardem é o corpo e alma do filme (talvez até em excesso, já que ele está presente em praticamente cada plano, cada cena, cada frame.) mas o resto do elenco faz um trabalho também espectacular e merecedor dos maiores aplausos. Todos!

Quanto a mim a maior força e o grande mérito artístico e de realização em Biutiful é, acima de tudo, o mundo que consegue criar. É incrível a quantidade de personagens - de vidas! -, de situações e velocidades narrativas que consegue reunir numa só obra. E isto sem nunca parecer forçado. Tudo é orgânico, nada se questiona, tudo é natural e credível. Tudo é excelente.

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