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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

The American


Transporta-nos para um estilo de cinema que já muito raramente se encontra hoje em dia. O ritmo é bom, o som envolve perfeitamente, a intensidade é por vezes desarmante, e George Clooney está excelente, naquele registo que melhor lhe serve e que melhor expõe o seu real carisma e extraordinário talento e potencial. Mas O Americano não se realiza totalmente. O filme não se constrói nem se apresenta como era realmente a (clara e muito bem concebida) intenção do realizador. Fica sempre a sensação que falta algo, e algumas cenas em particular, de maior tensão e suspense, pecam por não conseguirem atingir em pleno o seu objectivo. Algumas interpretações são também muito erráticas e evidenciam-se pelos piores motivos (o padre sobretudo).

Resta uma certa frustração: sim, este filme poderia ser excelente, muito, muito bom de facto. Como se apresenta é apenas uma experiência bastante agradável e com um sabor cada vez mais raro de se encontrar nas salas de cinema. Que fique claro, adorei o tempo que passei sentado a olhar para o grande ecrã enquanto via O Americano - momento de confortável prazer e total imersão -, e tendo em conta os cartazes que nos são disponibilizados hoje em dia, impera a vontade e convicção de ir ver e apoiar estas pérolas raras. No entanto não ficará nos mais longos rastos de memória, isso é certo. Embora a curto prazo, não deixe ninguém indiferente quando os créditos finais começam rodar, isso também não é menos certo e vos garanto.

Pro Tip: Violante Placido, google. Nota muito positiva para esta "menina" que eu desconhecia por completo. 

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