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domingo, 24 de outubro de 2010

Let Me In

Nao sei se gostei nem se não gostei.

Assim que decidi hoje ir ver a versão americana de Let Me In eu sabia que estava a cometer um erro enorme. Tive o original sueco, Let the right one in, no meu computador prái durante um ano a apanhar pó. Sabia (ou pelo menos assim indicavam as criticas e opinioes alheias) que o filme era excelente e que teria de o ver, mas por uma razao ou outra, nunca o cheguei a ver. Mais tarde comprei o próprio DVD do filme e ainda hoje não o vi! Nao me perguntem porquê, mas simplesmente nunca me surgiu a disposição certa para meter o raio do disco num leitor qualquer e ver a pelicula. E eu sempre quis ver o filme! A sério que sim! E ainda hoje o quero ver muito. Mas ainda não vi...
Entretanto foi anunciado, realizado e lançado o remake americano, com o titulo Let Me In. Como toda a gente, parti do principio que fosse dali sair uma grande bosta, mas recentemente li umas criticas muito favoraveis á versao americana, e como hoje não tinha nada que fazer e não havia mais nada em exibição que me interessasse ou que eu já nao tivesse visto, lá fui eu ver este Let Me In. Nao o deveria ter feito...
Não o deveria ter feito sem antes ter visto o original, porque enquanto via este remake, nao conseguia parar de pensar coisas do tipo "hmm, isto nao me parece mau. Até me parece bem e interessante...mas será que o sueco é ainda muito melhor que isto?". Ou seja, mesmo sem ter visto o filme original, a sua sombra pairava em cada cena deste remake, o que, sinceramente, me impediu de visualizar e analisar este filme de forma neutra e "correcta", o que se tornou bastante frustrante e irritante para mim. Talvez isto seja estupido e parvo, mas foi o que me aconteceu.

Ainda assim, posso tentar dar a minha opinião deste Let Me In tentando ignorar a existencia duma potencialmente melhor obra original, e vendo-o como uma fita isolada e de mérito próprio. Desta forma, devo dizer que nao desgostei do filme. É interessante e surpreendente até, mas depois tem ali uns toques...uns "tiques" que me fazem torcer um pouco o nariz. Algumas das cenas entre os protagonistas infantes sao demasiado forçadas e mal interpretadas (nao sei se por culpa das próprias crianças, ou do realizador e argumentistas), e alguns planos dão um ar de tentarem parecer sérios e misteriosos quando na verdade são apenas desinteressantes e inconsequentes. Todo o filme tem um ar e um ritmo demasiado forçados e artificiais, parece-me. E para além disso ainda decidiram realizar ali umas pequenas (mas importantes) cenas com a ajuda do espalhafatoso CGI, o que nesta pelicula em particular revelou-se ser tao subtil e bem incorporado como uma anaconda de 9 metros á solta num galinheiro. Este pormenor em particular (o CGI) foi um dos tai que me fez pensar "epá, isto de certeza que deve estar melhor no original sueco, porque eles provavelmente nao andaram a brincar com estas tecnologias no seu filme..." (mas lá está, terei que ver o original para saber realmente).
O maior problema deste Let Me In no entanto é outro, e é um muito simples: é que o filme é francamente chato! E eu sou um gajo que já vi a minha grande dose de cinema indie/artistico praticamente mudo e cenas do género (ou não fosse eu grande fanatico de cinema asiatico, if you know what I mean...hello Kitano...hello Korea, etc). Mas é que este Let Me In, apesar dos seus frequentes dialogos e boas doses de gore, consegue ainda assim ser, em grande medida, uma porra duma granda seca! E pra mim quando um filme é chato, torna-se muito dificil gostar dele (acho que não é muito insensato da minha parte), mas ainda consigo nao desgostar. Ou seja...acho que até gostei, de certa forma, mas não gostei realmente. Interpretem como quiserem.

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