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sábado, 18 de setembro de 2010

Um simbolo perdido...

Lembro-me que quando era muito novo (tipo 5 anos de idade), houve uma fase em que todos nós (miudos) queriamos ter uma faca do Rambo! Um facalhão como o do Rambo, pra ser mais correcto. Ao contrário de alguns felizardos amigos meus da época, eu nunca consegui ter um exemplar verdadeiro, daqueles pesados e que cortam mesmo bife. Mas cheguei a ter uma réplica plastificada, vulgo brinquedo.

Porqué que eu estou a falar disto? Não sei muito bem...foi apenas algo em que me pus a pensar, recordando (e sim, eu tenho imensas e muito claras memórias de quando tinha 5 anos, e até bastante menos. E se vocês não têm, então é porque devem ter sido molestados pelo vizinho padeiro ex-emigrante na Venezuela ou então cresceram sem acesso a televisao por cabo. O trauma é essencialmente o mesmo, e despeja automaticamente as lembranças todas pró baú preto e bem escondido do cérebro.). Nao faço ideia de quais são as modas actuais das crianças, chegando a mim apenas as referencias mais mainstream e publicitadas da actualidade (you know...Narutos, Hana Montana, etc e tal). Mas como criança que já fui, e sabendo como pensava, sou obrigado a concluir que muitas "modas" vão passando completamente ao lado da população adulta, tal como acontecia quando era pequenito. Ainda assim, e observando o sufocante mundo do politicamente correcto onde se promove a ingenuidade como beneficio, sou tambem obrigado a concluir (talvez erradamente) que as crianças de hoje em dia não andam particularmente ávidas por um facalhão de tipo Rambo. Será isso bom ou mau? Nao sei realmente...o que eu sei é que a mim não me fez mal nenhum crescer repleto de informaçao e iconografias violentas explicitas (televisao, cinema, videojogos, etc), e parece-me que foi sempre esse livre e descomplexado acesso prematuro que fez com que eu me viesse a tornar numa pessoa bastante pacifica e tolerante.

Se eu quero que os miudos de hoje andem todos por aí com enormes facas militares? Nao, suponho que seja mais seguro não andarem. Mas por outro lado, assusta-me muito mais esta cultura conservadora de ingenuidade que se tenta promover junto das camadas jovens actuais. Cheira-me que isso irá, a médio/longo prazo, criar muitos mais psicopatas frustrados (passe a redundancia...) do que nas gerações anteriores.
Ou então eu é que nao faço mesmo a mais pequena ideia do que se passa na realidade e estou a tornar-me num daqueles cotas que julgam e avaliam camadas demograficas e sociais que não as suas regendo-se por identificadores totalmente superficiais e potencialmente enganadores. Esta hipótese tambem me assusta, embora a um nivel muito mais intimo... 

Btw, na pesquisa pela imagem certa para este artigo, encontrei este site espectacular. Pra quem não percebe realmente do que se está a falar quando se usa o termo "faca á Rambo", consultem este link.