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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Estas coisas que prái'andam...

...é que para mim, o que James Cameron fez, foi criar um videojogo retirando-lhe a interactividade. O que ficou foram as cutscenes. Jogos com mundos fantasticos e extremamente imaginativos e criativos a nivel de direcçao artistica e com uma historia simplista a servir de base existem muitos e já nós estamos fartos de ver. A diferença nos jogos é que a tecnologia vai evoluindo e os conceitos basicos do jogo podem ser ciclicamente reciclados com o passar do tempo recorrendo ás novas capacidades tecnicas para parecerem sempre novos e frescos. Avatar é isso, mas no cinema. É a historia de ontem com a tecnologia de ao bocado mas que aparenta ser de amanha para os menos acostumados a estas coisas. E sem a interactividade. Perde-se o interesse todo portanto.  E é em todo este vazio conceptual que o filme consegue cativar e puxar pelo entusiasmo de tantos espectadores, pois toda a sua atençao está concentrada no fogo de artificio. E já se sabe que qualquer bom, complexo, bonito e longo fogo de artificio, que nao provoque incendios, deixa sempre o publico contente e fascinado. Excepto aqueles que passam a vida a contemplar espectaculos semelhantes. Fica apenas o tédio. Parece-me.

Depois é tudo uma questao pessoal de tolerancia á repetiçao de cada um. Há quem nao se importe de estar sempre a fazer e a ver as mesmas coisas, e há quem precise, cronicamente, de procurar sempre novos e diferentes estimulos. Nao há certos nem errados. Apenas diferenças. Eu faço parte daqueles que entram em parafuso com a repetiçao excessiva, só isso...

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