Deixem o vosso e-mail para receber notificações de novos artigos...e ganhar brindes

sábado, 5 de dezembro de 2009

The Fame Monster - Queen of Pop

Image and video hosting by TinyPic

Quem ler os meus posts, e tendo em conta a quantidade de obras mainstream que eu abordo, rapidamente pensará que eu sou mais uma ovelha que se rende a tudo o que aparece na MTV ou nas internets mais populares. A realidade é precisamente o oposto. Na verdade sou um gajo que explora muito as cenas mais underground e afastadas dos mais brilhantes circuitos comerciais. Mas apesar disto, tambem nao recuso nem nego o primeiro plano. E se falo aqui de tantos temas mais mainstream (peço desculpa pelo abuso de utilizaçao do termo, bem sei que soa a pseudo) é porque sao mais faceis de abordar, e eu sou um gajo preguiçoso. Basicamente. E falando a verdade, o que é realmente underground hoje em dia? Com a internet e tudo mais, o mercado está mais segmentado do que nunca, e toda a gente tem o seu "cantinho" mais ou menos secreto/pessoal de preferencia. Os grandes fenomenos de popularidade já nao existem como existiam ha anos atras e a recente morte de Michael Jackson veio deixar isso bem claro.

Mas parando de divagar, e retornando na direcçao de Lady Gaga e do seu mais recente album The Fame Monster que já tive a oportunidade de ouvir nos ultimos dias e tirar por isso algumas conclusoes.
Bem, a primeira é que Lady Gaga é, para mim, a Rainha da Pop! Sim, ela ainda só tem um album e meio e a sua carreira ainda é muito curta, mas ainda assim. E sim, eu sei que existe uma tal de Madona e uma imensidao de chamadas Princesas da Pop, mas Lady Gaga fez o salto directo para rainha, matando pelo caminho todas as outras camadas de pop ainda atormentadas pelos residuoes e modelos de mercado e criativos dos anos 90.
Mas como é que eu justifico este titulo de Rainha da Pop? Bem, quanto a mim Lady Gaga fez algo que nenhum artista comercial fazia ha muito tempo, quiça desde Prince e Michael Jackson: Lady Gaga transformou o mercado para si! Ela nao entrou na onda do mercado nem explorou tendencias correntes para ascender ao topo. Ela fez precisamente o contrario, contrariando a musica pop actual (e dos ultimos 20 anos) e desafiando o publico de massas a entrar numa nova corrente. Gosto de pensar até que ela está a ensinar o publico geral, que se caracteriza por ser burro e mal opinado, condiçao da sua generalidade. A Madona por exemplo, embora sempre tenha sido o grande camaleão da pop, na verdade sempre se deixou levar pelas tendencias correntes da sua época, e hoje mais do que nunca é muito evidente a falta de capacidade da artista para criar novos e originais universos, e antes vê-se a tentar lançar, mal e atrasada, em caminhos parolos e ultra-generalizados (embora com alguns pontos positivos ainda assim).

Mas falemos entao de The Fame Monster. Vou apenas falar das oito novas faixas presentes no album duplo, já que o segundo CD é basicamente o primeiro album da artista reeditado.
Tenho de admitir que nas primeiras escutas fiquei bastante hesitante em relaçao á maioria das faixas de Fame Monster, sobretudo devido aos refroes da maioria das musicas, que sao gritantemente (literalmente) e exageradamente destacaveis em quase todas as musicas. Da Bad Romance já eu falei num post anterior e continuo a dizer que é provavelmente o melhor trabalho da artista até á data, mas este The Fame Monster contém mais uma grande pérola que vai pelo nome de Dance in the Dark. O ritmo inicial da musica e que pauta e percorre a musica é, simplesmente, uma das melhores melodias criadas para uma musica pop desde os anos 80! E ainda hoje o som me parece demasiado bom e familiar para nao ser sample de uma outra musica qualquer mais antiga, mas até agora ainda nao encontrei prova disso. Tanto melhor. Dance in the Dark no entanto sofre do tal problema do refrao "gritante". Simplesmente quebra a musica e perturba a fluidez imposta pela parte melodica, intrumental e electronica da musica. Por outro lado, é este refrao tao leve, tao "solto" que coloca esta musica num alto escalao da musica pop e nao a deixa reservada a outro qualquer genero mais alternativo. E este é mais um indicativo de como Lady Gaga molda a musica a seu favor (convictamente pop) e nao o contrario.
Dance in the Dark, a par de Bad Romance é a minha musica favorita de The Fame Monster, mas em geral gosto de todo o pacote que é um autentico pequeno grande bonbon explosivo de excelente musica pop e que serve perfeitamente como um pack de optimas musicas de dança e disco.
Alejandro é talvez a musica mais interessante e intrigante do album. A primeira coisa que pensei quando ouvi esta musica da primeira vez foi "wow, isto é Ace of Base!". E com isto fiquei positivamente admirado, e nao pela negativa. O ritmo da musica vem directamente, e claramente, do inicio dos anos 90 e remete-nos imediatamente para as sonoridades de bandas como Ace of Base. Pelo menos é esse o efeito que tem comigo. Mas a verdadeira genialidade desta musica é conseguir misturar este tipo de sonoridade com uma vertente claramente mais latina e exotica, quase apetecendo dizer que esta é La Isla Bonita de Lady Gaga mas com o bass e a veia club muito mais acentuados. É brilhante quanto a mim, e no fundo um poço de ironia e bom humor musical, como me parece que Lady Gaga deixou bem explicitos.
Nao falando tao pormenorizadamente de todas as musicas, temos ainda a Monster, musica claramente disco/club com o tal refrao tambem muito pop tipo a Dance in the Dark. Speechless é a balada do album, quanto a mim um pouco inconsequente e sem nota em particular para me agarrar. Embora admito que isto é inteiramente a minha opiniao, que usualmente nao suporto baladas. Ainda assim, vejo claramente que a musica poderá ser bastante cativante e tem um refrao muito eficaz e refrescante.
Telephone é a musica que mais tempo me levou a habituar. É tambem muito disco/club party e acaba por ser uma optima musica de dança com ritmos por vezes bastante potentes. So Happy I could Die, a penultima musica de Fame Monster é para mim a musica mais pausada (no sentido de "prá pausa"), sensual e potente do album. Batidas muito boas, gelatinosamente pesadas e que nos transportam para um ambiente de curtição, se me faço entender. É aquela musica com que um gajo abana a cabeça enquanto tá sentado numa mesa ou no bar a beber um copo alcolicamente quente enquanto fita a multidão que dança no meio da pista de dança.
Por fim temos a Teeth, ou como eu gosto de lhe chamar, a segunda melhor opçao para a musica do genérico da serie True Blood. Não ha nada que eu goste muito em particular nesta musica, mas no geral acho-a muito boa. É daquelas musicas "presentativas" com que realmente nao se pode fazer nada de especial, mas que ainda assim se ouve muito bem.

Estas foram as musicas, mas é impossivel falar de Lady Gaga sem falar das letras. É nas letras que esta artista revela muita da sua inteligencia e perspicácia tao sui generis. Como eu costumo dizer, Lady Gaga tem todas as referencias certas no lugar e sabe perfeitamente como, quando, e até que ponto as utilizar. E nao ha lugar nenhum onde isto seja mais evidente que nas letras, ainda mais que no sentido estético e visual e que nos ritmos, melodias e coreografias. E o melhor exemplo possivel desta pericia lirica encontra-se na já supracitada Dance in the Dark.
Para mim até é estranho estar a analisar e/ou a elogiar a letra de musicas, pois normalmente ignoro-as, prestando sempre mais atençao á vertente instrumental e ritmica. Mas no caso de Lady Gaga é impossivel ficar indiferente aos autenticos assaltos criativos executados nos nossos ouvidos que representam as letras das suas musicas.


Já agora, e num aparte...tenho ouvido varias criticas a este trabalho de Lady Gaga por usar e abusar do recurso a sintetizadores. Ora eu pergunto, mas quando é que a utilizaçao de sintetizadores se tornou em algo de negativo?! Alguns dos melhores sons e melodias criados até hoje foram produzidos através destes engenhos! Quanto a mim nao há que negar a sua utilizaçao, antes pelo contrario!

Image and video hosting by TinyPic

2 comentários:

Sara F. Costa disse...

Para mim a Monster e a Teeth são as melhores, como eu costumo dizer são a onda Gaga-Twilight lol Porque, a sério, na Monster ela apaixona-se por um monstro que lhe come o coração e o cérebro (lindo!) e na Teeth ela quer ver-lhe os dentes porque eles são muito sexys, gosto! (é a minha onda sado-maso, claro está ^^).
A do Telefone com a Byonce dava para fazer uma sátira porreira, imagino assim um namorado todo apaixonado a tentar telefonar à namorada que está a curtir no Club até às tantas com não sei quantos gajos e que não está para o aturar. :D

Leinad disse...

Muito obrigado pelo amavel comentario, Sara F. Costa. É sempre um prazer receber a atençao, escrita, de uma autora publicada neste meu sublime espaço digital.

Pedia-lhe é que para a próxima nao utilizasse smiles parvos como esse "^^", que realmente é uma coisa que nao tem jeito nenhum. Se quer espalhar as suas tendencias sado-maso faça-o no seu espaço intimo, mas nunca cruelmente retirando a boca de um inocente smile. Por favor.