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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Prince of Persia


Sem duvida um dos jogos mais under-rated desta geração, Prince of Persia é já um dos meus favoritos da mesma.

Um jogo que quebra muitas das barreiras criativas informalmente impostas na maioria dos jogos, Prince of Persia é o verdadeiro anti-jogo. A exploraçao é total, e o desafio é minimo, sendo impossivel morrer. Muitos são aqueles que apontam este como o principal factor negativo do jogo, mas eu, eu acho que é um dos seus maiores trunfos! Uma desinibição total perante o jogador e para com o jogador.

Eu definitivamente tenho um fraquinho para jogos que colocam um casal (potencial ou assumidamente amoroso) no centro da sua narrativa (Shenmue, Farenheit, The Darkness) , e é precisamente na interacção entre as duas principais personagens do jogo, o Prince (cujo nome verdadeiro nunca é revelado, e que na verdade nem é principe nenhum) e Elika, que se encontra a principal magia de Prince of Persia. O Prince é o tipico gabarolas sedutor, e Elika é a rapariga fragil (com poderes magicos que entre outras coisas lhe permitem voar!), ambiciosa e com uma certa vontade de ser seduzida, como deixa bem claro ao longo do jogo. Dito assim parece mais um casal cliché, mas a verdade é que interagem e evoluem em conjunto de forma muito natural, cativante e coerente. Houve aqui claramente um enorme esforço por parte dos programadores na concepçao deste duo de forma a estabelecer uma forte relação entre eles e o jogador do lado de fora do ecrã. E quanto a mim, sucesso total. E para demonstrar o quanto essa ligação existe e se torna forte ao longo da aventura, nada como o excelente final do jogo que vai sem duvida impressionar e mexer com as emoções de todos aqueles que completarem o titulo até ao fim. Sem entrar em spoilers, posso dizer que o final é muito original, extremamente criativo na sua abordagem e concepçao (no contexto dos videojogos) e também muito marcante. Não, este não é o tipico desenlace "rapaz salva o mundo; rapariga cai nos braços de rapaz e ambos acabam aos beijos com o pôr do sol como cenario". Nao, nao é nada disto. É muito mais do que isso...a mim surpreendeu-me, em muitos sentidos.

Ao longo de toda a aventura de Prince of Persia, e sobretudo depois de ver o final, fiquei sempre com a clara sensaçao que este foi um trabalho pessoal e de muito carinho por parte da equipa de desenvolvimento. Mandaram todas as expectativas que as pessoas poderiam ter de um novo Prince of Persia ás favas (e ainda bem quanto a mim, pois nao sou nada fã da anterior triologia das 128 bits) e decidiram simplesmente fazer um jogo bonito, um jogo harmonioso, equilibrado, mas artisticamente muito ambicioso e criativamente muito original. Nao tenho medo até em considerar este Prince of Persia como um dos jogos mais originais desta geração a nivel conceptual, artistico, criativo e em geral mesmo.
Adorei!



PS: não, nao estou a transformar o meu blog num que se dedica exclusivamente aos videojogos. Esta sucessao de artigos relacionados com o assunto é pura coincidencia. Tenho a certeza que mais cedo ou mais tarde até poderei fazer um exclusivo só a falar de retretes e máquinas fotográficas Canon dos anos 70.

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