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quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Sicko

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Acabei agora de ver o mais recente filme de Michael Moore, Sicko, e afinal o filme acabou por se revelar bem diferente daquilo que eu esperava dele.

Depois da comédia/CHOQUE de Bowling for Columbine e da COMÉDIA/choque de Fahrenheit 9/11, Moore adoptou um carisma bem mais dramático, pacifista e universal pra este Sicko.
Sendo que o tema central do documentário é o sistema de saúde dos EUA, eu pensava que o interesse alargado/global do filme (é como calha...filme...doc...whateva) iria ser bem mais diminuto que o dos seus anteriores filmes, já que, aparentemente, não focava um assunto que seria de grande interesse pra qualquer pessoa residente fora dos Estados Unidos. E tal como eu pensava isto, também as distribuidoras assim parecem o ter pensado, já que aquando da sua saída nos cinemas europeus, o filme não teve uma grande cobertura mediática nem por isso uma grande aceitação em geral do publico.

Mas eu estava errado! Sicko é provavelmente, dos três filmes de Michael Moore (eu só lhe conheço estes três), aquele que transporta consigo a mensagem mais universal e de união/entendimento global. E de paz, no fundo.
Isto porque Moore, no seu estilo parcial, sensacionalista e generalizador, vai, neste Sicko, comparar o decadente e moralmente corrupto sistema de saude dos EUA com o equivalente do Reino Unido e da França, que em contraste total com o dos EU, são totalmente eficientes e livres de custos, deixando, aparentemente, a população destes dois países europeus, num continuo estado de felicidade e alegria, tanto de saude, como económica!

Tal como disse, Moore generaliza, e muito! E puxa constantemente a brasa á sua sardinha, o que o impede de ser levado com grande seriedade um pouco por todo o mundo. Mas ainda assim, e apesar destes seus pecados habituais, o documentarista consegue com este Sicko transmitir uma positiva e bem estruturada mensagem de paz, união e cooperação que tanto falta no mundo. É o filme mais Universal que ele fez até hoje, a meu ver. De facto, ao acabar de ver o filme, eu dei-me comigo a pensar, "epá, se houvesse Óscar pra "Realizador Nobel da Paz", Michael Moore deveria ganhá-lo com este filme"! Then again, se houvesse Óscar pra realizador mais sensacionalista, ele também o deveria ganhar....ele e aquele fulano que fez o Colisão, já agora....pronto e o que fez o Babel também podia levar com um.

Dos três filmes referidos do realizador, Bowling for Columbine continua a ser o meu preferido, no entanto, acho que este Sicko é realmente a afirmação de Moore como cineasta e documentarista (esta palavra existe?!) mais sério e maduro, ainda que tendo em conta todas as condicionantes adoptadas pelo mesmo. E é sem duvida o mais interessante do ponto de vista global...tipo humanamente global, se me faço entender,

Continuo a não gostar de Michael Moore, da sua "figura", da forma como faz as coisas, mas estou certamente ancioso para ver o seu novo projecto, seja ele qual for...

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