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sábado, 20 de outubro de 2007

The Darkness


Foram vários os jogos que me passaram pelas mãos nos ultimos tempos (dos quais falarei em próximos artigos), mas sem duvida que aquele que mais me marcou e que eu mais gostei foi The Darkness.
Não se deixem intimidar pelo titulo nem tão pouco comecem a tirar conclusões precipitadas em relação á matéria do jogo. Sim, The Darkness é escuro, é violento, tem muita acção e é pra maiores de 18....mas, The Darkness é também um excelente exemplo de que os videojogos são e devem ser elevados ao estatuto de forma de arte independente que há muito merecem e que a grande maioria dos jogadores há muito lhe reconhecem.

Chega de comparar os videojogos com o cinema ou de dizer que o caminho a seguir pelos jogos é a crescente aproximação ao mundo cinematográfico. Não!
Quem jogar The Darkness ficará certamente convencido que este tipo de experiencia só pode ser reproduzida por um videojogo!
The Darkness apresenta-se assim como uma quase perfeita simbiose entre óptima jogabilidade/interacção e uma narrativa que de tão over the top e mind fuck que é, torna-se extremamente sólida e coerente!

Pra quem não está familiarizado com o universo de The Darkness (que é baseado na banda desenhada homónima), este conta a história do jovem mafioso Nova-Iorquino Jackie Estacado que acabou de fazer 21 anos. Esta entrada na maturidade não só lhe traz novas responsabilidades, como também lhe traz duas espécies de cabeça de cobra para-normais sedentas de sangue que lhe saem das costas! Para além disto, Jackie vê-se também envolvido numa teia de traição em que ele se torna no alvo a abater pelos membros da sua própria "familia"! E depois ainda há Jehnny, a sua namorada, que subitamente se vê envolvida no meio disto tudo.
Enfim...contado assim o argumento parece ser quase idiótico: Monstros demoniacos? Mafiosos italianos?! História de amor?! Mas este jogo só prova que o mais importante não é a história, mas sim a forma como esta é contada. E em The Darkness, não só a história é muito boa, e direi mesmo, bela, como se desenrola e nos é apresentada de uma forma extremamente cativante e original, que irá agarrar o jogador do principio ao fim do jogo. E que fim...oh, o final! Não querendo revelar nada e tal, mas digo desde já que há muito tempo...muito tempo mesmo, que o final de um jogo não me deixava tão emocionalmente abalado como este. Excelente no minimo!

É deste tipo de jogos que eu adoro! É pra encontrar este tipo de jogos que eu continuo a ser um jogador. Mesmo sabendo que eles só surgem, na melhor das hipoteses, uma ou duas vezes por ano.
Pouco importa que os gráficos não sejam os melhores do mercado (que não são...longe disso). Pouco importa que as gun fights sejam bastante genéricas. Muito menos importa se o jogo não é muito longo. Para mim o que importa é que é uma experiência que me dê gozo e prazer enquanto desfruto dela, e que quando finita, perdure na minha memória como algo de...err...memorável(!) .

Fica então a recomendação, daquele que para mim, é, até ver, O Jogo do Ano (a par de Lost Planet, talvez), e um dos melhores que tive o prazer de experimentar nos últimos anos.




2 comentários:

darknesshater disse...

que jogo de merdinha.

Leinad disse...

És um gay!