quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

Moon




Mais uma excelente supresa para mim, Moon é, logo a seguir a District 9, o melhor filme de ficçao cientifica de 2009. E basicamente esses dois filmes são assim os unicos destaques do género este ano, se nao me estarei a esquecer de algum...
Moon insere-se naquela que é uma das minhas favoritas categorias da ficçao cientifica: o pseudo-thriller psicologico de isolamento espacial. Eu ADORO este tipo de filmes! E se tiverem uma boa dose de terror e suspense, tanto melhor. Moon nao tem terror nem muito suspense, mas é excelente naquilo a que se pretende realizar, colocando um grande enfase no isolamento pessoal, utilizando e explorando-o de modo original e surpreendente. Um filme a nao perder para qualquer fã do género, este é um daqueles que se vê com um enorme conforto mental, ainda que aquilo que se veja no ecrã esteja muito longe de representar um comparavel sentimento.

segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

Chamo-lhes Novelas Gráficas...

Recentemente, ha já uns bons tempos atrás, adquiri o habito de ler novelas gráficas (maneira chic de dizer bandas desenhadas), mas por alguma razao nunca aqui comentei nada do que li. Hoje isso vai mudar! E aliás, está a mudar neste preciso momento.
Vou apenas aqui deixar uma pequena referencia a quatro das ultimas obras que tive o prazer de ler e contemplar. Espero que sirva de bom guia sugestivo para quem nao as conhecer e/ou ainda nao as tiver lido.



A Triologia Nikopol (sim! eu digo triologia e nao recuo perante isso!) foi uma das obras mais estranhas e espectaculares que descobri nos ultimos tempos. Já li isto ha bastante tempo e torna-se portanto num penoso exercicio de recordação comentar a obra. Tal como o titulo indicia, trata-se de uma triologia de algo, neste caso de três contos interligados mas que poderão tambem ser desfrutados independentemente (embora o conjunto faça muito mais sentido quando reunido).Ora bem mas do que trata esta triologia de Nikopol? É de autoria francesa (adquiri a versao francesa na fnac portuguesa. Desconheço a existencia da traduçao pra ingles em Portugal) e é basicamente ficçao-cientifica existencial pura e dura! Cenas do mindfuck mesmo, como eu gosto de dizer, mas que de alguma forma, e por claro mérito do autor, fazem todo o sentido e se mantêm sempre muito coerentes. Encontra-se no centro tematico de Nikopol a decadencia extrema. Decadencia moral, fisica, materialistica e divina. A ganancia dos deuses e dos homens, que convivem mutuamente numa ficcionada Europa futurista (no inicio, progredindo para outros territorios posteriormente) onde o fascismo impera e os ciclos pró-revolucionarios acompanham toda a narrativa da triologia. É dificil explicar Nikopol...é daquelas cenas que se tem de ver para compreender. É acima de tudo uma obra com uma ENORME atençao ao pormenor e que deixa muito pouco ao acaso, e um daqueles casos em que quantas mais vezes se lê, mais se descobre e descortina nos quadradinhos que a compoem. É tudo muito cinematico e visual (a ultima parte da triologia é imensamente preenchida por imagens sem texto, ou com muito pouco), embora sempre com muita essencia e complexidade a suportar tudo o que vemos. De facto, até ja se fez uma adaptaçao para o cinema (Immortal), mas infelizmente é de muito má qualidade, a meu ver. Pessoalmente adoraria ver Nikopol  devidamente adaptado ao cinema...acho que é daqueles universos que, se bem aproveitado e trabalhado nas maos correctas, poderia fazer surgir um clássico instantaneo do cinema, ao nivel de um Blade Runner (sim!).
Procurem o livro na livrarias, fnacs, etc, mais proximas, ou na net. Vale mesmo a pena.



Persepolis. Este já toda a gente conhece e ouviu falar, pelo menos da sua adaptaçao cinematografica, que se nao me engano até ganhou o Oscar pra melhor filme estrangeiro ou melhor filme de animaçao ou algo do genero. Enfim, nem interessa muito, pois embora o filme possa parecer muito interessante, fica muito, muito mesmo, a dever á obra original.
Persepolis conta a historia de uma jovem iraniana no meio dos tumultos revolucionarios e autoritarios da recente Historia do Irão. É um livro (é um comic, mas acho mais facil tratar por livro, porque o é tambem), em forma e apresentaçao, muito leve e que se lê com frequentes sorrisos nos labios, mas que é ao mesmo tempo muito intenso e uma optima liçao de Historia do Irão e das diferenças culturais entre  o cidadão iraniano e o, nestes assuntos, vulgarmente presunçoso habitante da Europa ocidental. E foi este ultimo aspecto que mais me apaixonou em Persepolis. Descobrir todas estas pequenas e grandes diferenças culturais, umas mais obvias e outras que nos surpreendem por completo e nos dão acesso a  umolhar totalmente novo para dentro da sociedade iraniana. A autora presenteia-nos com este autentico guia  de diferentes costumes com uma simplicidade esmagadora, que na sua simplicidade revela uma enorme complexidade e uma grande mestria e conhecimento de causa interno tanto da cultura ocidental, como da oriental (embora sempre da perspectiva oriental).
Uma obra apaixonante pela viagem de crescimento da autora (Persepolis é auto-biografico) entre o Irao e a sua estadia na Europa, e ao mesmo tempo uma excelente obra educativa e que em "meia duzia" de paginas nos permite perceber melhor o Irao e o seu povo do que com qualquer quantidade de informaçao convencional que vejamos em telejornais e/ou documentarios jornalisticos.
Persepolis é, quanto a mim, indispensável!


Tamara Drewe, o pedaço indispensavel de mariquice que me é sempre tao necessario para manter a minha sanidade mental.Perguntem-me o que é Tamara Drewe e eu nem sei bem o que dizer. Nao, eu nao vou ao wikipedia pesquisar as cenas para preencher os meus comentarios de pseudo informaçao trivial. Eu escrevo o que sei e  só sei no momento em que escrevo aquilo que estou a escrever. Claro (claro!) que eu tambem sou um gajo bue de culto e intelectual que por vezes se perde em infindaveis cadeias de links no wikipedia, mas eu nao estou no negocio da informaçao. A quem interessar que vá pesquisar por si proprio, que é aliás o que quase toda a gente faz. Nao gosto de bocas cheias, se me faço perceber.
Ok sorry a divagaçao. Tamara Drewe então. Bem, há pouco tempo estava aborrecido de morte e decidi ir a uma livraria á procura de uma novela gráfica qualquer pra ler. Ao olhar prás prateleiras destacou-se um livro de capa rija cor-de-rosa (hard? and pink? count me in!). Peguei, e na capa tinha um autocolante com boas criticas ao livro e o selo de um premio pra melhor banda desenhada de 2009 ou algo do genero. Ok, foi o que bastou para mim, e comprei.
Tamara Drewe é um livro escrito por uma gaja para gajas. É uma especie de novela com intrigas, traiçoes, ciumes, uma gaja boa no meio da narrativa (Tamara) e todas as outras personagens a babarem-se á sua volta com algum tipo de interesse. Basicamente é isto. Mas no fundo é bastante mais e é bastante bom e interessante, e o final é surpreendente. Esta é tambem daquelas obras que se lê e vê como um filme, e aliás, a versao cinematografica inglesa já está quase aí à porta.
Se sao daqueles gajos (vou fingir que só gajos param no meu blog lol) que só gostam de VanDammes e Chuck Norris, mantenham-se longe de Tamara Drewe. Mas se forem como eu, que curto uma boa dose de Vandammes e Chuck Norris mas tambem nao dispenso as minhas doses de L-Word e Gossip Girl, então corram e comprem Tamara Drewe. Há qualquer coisa neste livro que eu nao consigo muito bem explicar o que é mas que o torna muito especial.



Deveria ter começado com Watchmen pois foi o comic que me trouxe de volta ao meio (tinha parado prái nos meus 12/13 anos), mas só agora que tava a finalizar este post é que me lembrei.
Enfim, nesta altura já se torna quase inutil falar de Watchmen. Toda a gente já sabe que isto é uma obra-prima, e quem nunca leu o comic está a perder, muito! Mesmo para quem nao costuma ler bandas desenhadas, Watchmen é igualmente indispensavel. Heck, até pra quem nao sabe ler isto é indispensavel! Arranjem é maneira de pôr as maos no livro e devorem-no!
A unica coisa que posso acrescentar, e que o faço por nao haver tanta unanimidade, é que tambem adorei o filme! O filme é igualmente uma obra prima na minha opiniao! E nem estarei a exagerar se disser que é facilmente um dos meus filmes favoritos de sempre.
Muitos criticam o filme por ser uma cópia demasiado proxima das vinhetas do comic, outros criticam a diferença entre o final do comic e o final do filme, outros ainda criticam a banda sonora do filme...enfim, critica-se muita coisa. Eu adorei TUDO! A banda sonora é super-mega-hyper excelente e assenta que nem uma perfeita luva no filme. As interpretaçoes das personagens estão sublimes por parte de todos os actores, e a mudança de final, parece-me, foi uma decisao criativa acertada. Quem ler o comic rapidamente percebe que o final dificilmente seria...err....bem aceite numa tela de cinema. O que funciona numa banda desenhada, se traduzido á letra para o cinema, poderá implicar a chamada acçao de jumping the shark. Portanto eu aplaudo a mudança de final, embora tenha adorado o original no comic. E aplaudo tambem a mestria com que se conseguiu reproduzir de forma tao fiel o visual, o grafismo e a ambiencia do comic para o cinema.
Dito tudo isto, nao prefiro o livro ao filme, nem vice-versa. Acho simplesmente que cada um tem o seu estatuto de obra-prima no seu respectivo dominio.


De resto, agora comecei a ler Footnotes in Gaza. Deixo apenas aqui a capa, pois opiniao ainda nao tenho, indo ainda nas páginas iniciais. Mas já me parece muito bom...


The Great Buck Howard

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Existem filmes que nos apanham totalmente de surpresa. Calhei de tropeçar com este The Great Buck Howard pelas nets e lá decidi ver. Excelente surpresa! John Malkovich com o seu brilhantismo habitual a interpretar um excentrico mentalista/mágico has-been que nao desiste em voltar a colocar a sua carreira novamente no topo com a ajuda do seu assistente (Colin Hanks).
Uma muito interessante mistura de filme estilo indie com estrelas AAA que preenche da melhor forma uma boa hora e meia de entertenimento. Se ainda nao viram....pois vejam, né.

terça-feira, 8 de Dezembro de 2009

As escolhas de SATÃ




"Tás com frio?"


"Não não. É que estou com uma depressão e o psicologo disse-me pra me agasalhar bem pra me sentir sempre abraçada e envolta em calor."

sábado, 5 de Dezembro de 2009

Nip/Tuck - Ponto da situação

Continuo a considerar as três primeiras seasons de Nip/Tuck como o conjunto supra-sumo do melhor que alguma vez se fez em series televisivas a nivel de escrita, desenvolvimento de personagens e representaçao (melhor serie, no seu todo, é obviamente Battlestar Galactica).
Mas o que acontece é que agora já vamos na sexta season de Nip/Tuck, e as coisas nao têm corrido bem, to say the least. Desde o inicio da quarta season que a serie se tem vindo a comportar como um comboio indiano que descarrilou no topo dos Himalaias e vem caindo pelas montanhas baixo, sempre aos trambolhões, sem terra plana á vista que pare este horrivel acidente.

Aquando da quarta season ainda se pensava que aquela seria apenas a inevitavel má temporada da serie a que poucas conseguem escapar, mas depois veio a quinta season...que só foi pior. E agora estamos na sexta que é...nem sei o que é. Pois o problema de Nip/Tuck é que perdeu qualquer fio narrativo condutor que consiga orientar a serie, tendo-se tornado num autentico laboratorio de cosmeticos onde as personagens principais servem de macacos cobaias para as mais disparatadas experiencias dos argumentistas, restando no final muito pouco daquilo que nos fez inicialmente gostar tanto nas personagens e na serie.
Mas então porquê continuar a assistir a Nip/Tuck? Bem, apesar de tudo, o carisma dos dois protagonistas, Sean Mcnamara e Christian Troy mantém-se, e sao eles a principal razao para ainda se continuar a ver cada episodio. Além disto, os argumentistas lá conseguem ainda de vez em quando criar situaçoes geniais tao realisticamente surreais que apenas residem em Nip/Tuck.
Mas a magia das tres primeiras seasons já lá vai. Os arcos de historia super complexos, surpreendentes e repletos de twists já nao existem. Até as personagens extras recorrentes desertaram quase todas da serie (umas assassinadas, outras evaporadas, outras sabe-se lá).

O que resta hoje em dia de Nip/Tuck é um enorme acidente rodoviário. E claro, toda a gente gosta de ver um acidente, desde que se esteja a uma distancia segura e confortavel (normalmente á frente de uma televisão). O problema aqui é que nós, o espectador, estamos sentados no lugar do morto...

The Fame Monster - Queen of Pop

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Quem ler os meus posts, e tendo em conta a quantidade de obras mainstream que eu abordo, rapidamente pensará que eu sou mais uma ovelha que se rende a tudo o que aparece na MTV ou nas internets mais populares. A realidade é precisamente o oposto. Na verdade sou um gajo que explora muito as cenas mais underground e afastadas dos mais brilhantes circuitos comerciais. Mas apesar disto, tambem nao recuso nem nego o primeiro plano. E se falo aqui de tantos temas mais mainstream (peço desculpa pelo abuso de utilizaçao do termo, bem sei que soa a pseudo) é porque sao mais faceis de abordar, e eu sou um gajo preguiçoso. Basicamente. E falando a verdade, o que é realmente underground hoje em dia? Com a internet e tudo mais, o mercado está mais segmentado do que nunca, e toda a gente tem o seu "cantinho" mais ou menos secreto/pessoal de preferencia. Os grandes fenomenos de popularidade já nao existem como existiam ha anos atras e a recente morte de Michael Jackson veio deixar isso bem claro.

Mas parando de divagar, e retornando na direcçao de Lady Gaga e do seu mais recente album The Fame Monster que já tive a oportunidade de ouvir nos ultimos dias e tirar por isso algumas conclusoes.
Bem, a primeira é que Lady Gaga é, para mim, a Rainha da Pop! Sim, ela ainda só tem um album e meio e a sua carreira ainda é muito curta, mas ainda assim. E sim, eu sei que existe uma tal de Madona e uma imensidao de chamadas Princesas da Pop, mas Lady Gaga fez o salto directo para rainha, matando pelo caminho todas as outras camadas de pop ainda atormentadas pelos residuoes e modelos de mercado e criativos dos anos 90.
Mas como é que eu justifico este titulo de Rainha da Pop? Bem, quanto a mim Lady Gaga fez algo que nenhum artista comercial fazia ha muito tempo, quiça desde Prince e Michael Jackson: Lady Gaga transformou o mercado para si! Ela nao entrou na onda do mercado nem explorou tendencias correntes para ascender ao topo. Ela fez precisamente o contrario, contrariando a musica pop actual (e dos ultimos 20 anos) e desafiando o publico de massas a entrar numa nova corrente. Gosto de pensar até que ela está a ensinar o publico geral, que se caracteriza por ser burro e mal opinado, condiçao da sua generalidade. A Madona por exemplo, embora sempre tenha sido o grande camaleão da pop, na verdade sempre se deixou levar pelas tendencias correntes da sua época, e hoje mais do que nunca é muito evidente a falta de capacidade da artista para criar novos e originais universos, e antes vê-se a tentar lançar, mal e atrasada, em caminhos parolos e ultra-generalizados (embora com alguns pontos positivos ainda assim).

Mas falemos entao de The Fame Monster. Vou apenas falar das oito novas faixas presentes no album duplo, já que o segundo CD é basicamente o primeiro album da artista reeditado.
Tenho de admitir que nas primeiras escutas fiquei bastante hesitante em relaçao á maioria das faixas de Fame Monster, sobretudo devido aos refroes da maioria das musicas, que sao gritantemente (literalmente) e exageradamente destacaveis em quase todas as musicas. Da Bad Romance já eu falei num post anterior e continuo a dizer que é provavelmente o melhor trabalho da artista até á data, mas este The Fame Monster contém mais uma grande pérola que vai pelo nome de Dance in the Dark. O ritmo inicial da musica e que pauta e percorre a musica é, simplesmente, uma das melhores melodias criadas para uma musica pop desde os anos 80! E ainda hoje o som me parece demasiado bom e familiar para nao ser sample de uma outra musica qualquer mais antiga, mas até agora ainda nao encontrei prova disso. Tanto melhor. Dance in the Dark no entanto sofre do tal problema do refrao "gritante". Simplesmente quebra a musica e perturba a fluidez imposta pela parte melodica, intrumental e electronica da musica. Por outro lado, é este refrao tao leve, tao "solto" que coloca esta musica num alto escalao da musica pop e nao a deixa reservada a outro qualquer genero mais alternativo. E este é mais um indicativo de como Lady Gaga molda a musica a seu favor (convictamente pop) e nao o contrario.
Dance in the Dark, a par de Bad Romance é a minha musica favorita de The Fame Monster, mas em geral gosto de todo o pacote que é um autentico pequeno grande bonbon explosivo de excelente musica pop e que serve perfeitamente como um pack de optimas musicas de dança e disco.
Alejandro é talvez a musica mais interessante e intrigante do album. A primeira coisa que pensei quando ouvi esta musica da primeira vez foi "wow, isto é Ace of Base!". E com isto fiquei positivamente admirado, e nao pela negativa. O ritmo da musica vem directamente, e claramente, do inicio dos anos 90 e remete-nos imediatamente para as sonoridades de bandas como Ace of Base. Pelo menos é esse o efeito que tem comigo. Mas a verdadeira genialidade desta musica é conseguir misturar este tipo de sonoridade com uma vertente claramente mais latina e exotica, quase apetecendo dizer que esta é La Isla Bonita de Lady Gaga mas com o bass e a veia club muito mais acentuados. É brilhante quanto a mim, e no fundo um poço de ironia e bom humor musical, como me parece que Lady Gaga deixou bem explicitos.
Nao falando tao pormenorizadamente de todas as musicas, temos ainda a Monster, musica claramente disco/club com o tal refrao tambem muito pop tipo a Dance in the Dark. Speechless é a balada do album, quanto a mim um pouco inconsequente e sem nota em particular para me agarrar. Embora admito que isto é inteiramente a minha opiniao, que usualmente nao suporto baladas. Ainda assim, vejo claramente que a musica poderá ser bastante cativante e tem um refrao muito eficaz e refrescante.
Telephone é a musica que mais tempo me levou a habituar. É tambem muito disco/club party e acaba por ser uma optima musica de dança com ritmos por vezes bastante potentes. So Happy I could Die, a penultima musica de Fame Monster é para mim a musica mais pausada (no sentido de "prá pausa"), sensual e potente do album. Batidas muito boas, gelatinosamente pesadas e que nos transportam para um ambiente de curtição, se me faço entender. É aquela musica com que um gajo abana a cabeça enquanto tá sentado numa mesa ou no bar a beber um copo alcolicamente quente enquanto fita a multidão que dança no meio da pista de dança.
Por fim temos a Teeth, ou como eu gosto de lhe chamar, a segunda melhor opçao para a musica do genérico da serie True Blood. Não ha nada que eu goste muito em particular nesta musica, mas no geral acho-a muito boa. É daquelas musicas "presentativas" com que realmente nao se pode fazer nada de especial, mas que ainda assim se ouve muito bem.

Estas foram as musicas, mas é impossivel falar de Lady Gaga sem falar das letras. É nas letras que esta artista revela muita da sua inteligencia e perspicácia tao sui generis. Como eu costumo dizer, Lady Gaga tem todas as referencias certas no lugar e sabe perfeitamente como, quando, e até que ponto as utilizar. E nao ha lugar nenhum onde isto seja mais evidente que nas letras, ainda mais que no sentido estético e visual e que nos ritmos, melodias e coreografias. E o melhor exemplo possivel desta pericia lirica encontra-se na já supracitada Dance in the Dark.
Para mim até é estranho estar a analisar e/ou a elogiar a letra de musicas, pois normalmente ignoro-as, prestando sempre mais atençao á vertente instrumental e ritmica. Mas no caso de Lady Gaga é impossivel ficar indiferente aos autenticos assaltos criativos executados nos nossos ouvidos que representam as letras das suas musicas.


Já agora, e num aparte...tenho ouvido varias criticas a este trabalho de Lady Gaga por usar e abusar do recurso a sintetizadores. Ora eu pergunto, mas quando é que a utilizaçao de sintetizadores se tornou em algo de negativo?! Alguns dos melhores sons e melodias criados até hoje foram produzidos através destes engenhos! Quanto a mim nao há que negar a sua utilizaçao, antes pelo contrario!

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sábado, 28 de Novembro de 2009

Jennifer's Body

Lembram-se do filme O Feitiço (The Craft) dos anos 90? Claro que sim. Jennifer's Body é o Feitiço desta década. Quem me dera era ter a idade que tinha quando vi o Feitiço quando agora vi Jennifer's Body.

Arranjei o filme na maior das descontracçoes, pra ver só naquela, uma cena leve e tal antes de dormir...mas afinal acabou por sair alta espingardada de filme! No bom sentido! Isto nao é nenhuma obra prima, mas é sem duvida um filme extremamente refrescante no panorama actual. Um filme completamente desinibido que nao procura ser pretencioso em qualquer aspecto e nao tem medo de misturar a ingénua sexualidade adolescente com grandes esgalhadas de gore! E no fundo é isto que se procura num filme para adolescentes. Ou seja, temos aqui um perfeito exemplo de filme de iniciação. Daí a minha infelicidade em nao poder ter momentariamente reduzido a minha idade, pois se tivesse visto isto com uns bons 10 anitos, seria filme pra deixar marca, á vontade.
Nao faço ideia se este Jennifer's Body saíu com classificaçao pra maiores de 12 ou 16, mas no mundo do estupidamente infantilizante politicamente correcto em que vivemos e em que cada vez mais nos afundamos (nao tarda muito estamos no universo daquele filme do Stalone, o Homem Demolidor ou lá o que era. Rly, ja faltou mais), é bom ver um filme destes. E é bom saber que a malta mais jovem o vai ver porque tem a omg-jizz-in-my-pants-Megan Fox como protagonista. E eu é que nao tenho nenhum sobrinho ou primo mais novito, senao eu obrigalo-ia a ver isto! Porque a canalhada hoje em dia precisa é de ver mais sangue, visceras e boobs em obras de ficçao mainstream, e nao apenas nos telejornais e em retardados reality-shows da MTV!

Raisparta pá! O mundo parece que anda a ficar parvo!

PS: E grande banda sonora que o filme manda tambem!

segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

TOP 12 MELHORES INTROS DE CARTOONS DOS ANOS 80

Ok eu ja andava com isto na gaveta há prái um ano ou mais. É daquelas cenas simples e divertidas, mas que por alguma razao vao sempre escapando á execução.

TOP 12 MELHORES INTROS DE CARTOONS DOS ANOS 80 (anos quatro vinte)!!!!

In fact, é o meu, pessoal, top 12 de melhores intros de cartoons dos anos 80. O meu, aqueles que mais me dizem, a mim. E porquê dos anos 80? Bem, porque apesar de eu nao ter realmente vivido a década, acabei por passar ainda assim grande parte da minha tenra infancia a levar com as enxurradas de desenhos animados desse tempo, e por isso ganhei grande afeiçao por alguns deles, e até hoje as suas musicas introdutórias me marcam imenso.

Quais sao os critérios para as intros serem incluidas neste top? Dificil de explicar...não ha nenhuma linha tematica muito rigida nem nada do genero a ligar os seguintes cartoons. Digamos apenas que a musica e videos têm de ser absolutamente awesomes e pronto (e com este critério qualquer pessoa de valor consegue logo adivinhar o numero 1! Se nao for o caso, sintam-se envergonhados! É o que merecem!)

Segue-se entao aquele que é provavelmente o post esteticamente mais feio que fiz até hoje neste blog (odeio ter de meter videos do youtube directamente no post), mas tao repleto de awesome, tao cheio de nostalgia, e tao inundado de alegria que....coiso. Segue o top.


12 - COUNT DUCKULA

Como eu sou um gajo tao excentrico, tao imprevisivel e badass, começo logo  este top de intros com...um ending! Sim, teve que ser, tinha de abrir uma excepçao para esta musica final de Count Duckula. Quando oiço isto só penso "wow isto seria tao bom pra fazer um remix qualquer para põr em discotecas! Será que ja alguem fez? Hmm...". Nivel de awesome: Groovy awesome!

11 - VOLTRON

A classica intro dos cartoons de space cowboys dos anos 80. A introduçao da historia e das personagens misturada com ritmos musicais hipnotizantes e frases de fazer orgulho a qualquer radicalista de direita! É VOLTRON caraças!! Nivel de awesome: Big robo awesome!

10 - TRANSFORMERS

É tao fofa esta musica dos Transformers *__* Quem nao se lembra disto? É daqueles que dispensao palavreado. Nivel de awesome: Fofura awesome.

9 - GI JOE

GI JOE...a real American Hero! America FUCK YEAH!! Nivel de awesome: Fucking awesome!

8 - CHIP N DALE RESCUE RANGERS (Chip'n'Dale) 

:) Chip'n'dale. É com um sorriso na cara que se revê isto. Daqueles desenhos animados que no fundo nem eram nada de especial, mas que toda a gente via por causa da musica. Nivel de awesome: Furrie awesome...

7 - INSPECTOR GADGET

Eu tenho uma teoria pros putos de hoje em dia serem todos burros e nós sermos mais espertos (sim é assim! birra!). Antigamente havia muitos herois do desenrasque...gajos que sabiam inventar cenas e que espevitavam a imaginaçao e sentido criativo das crianças. Macgyver, Inspector Gadget, A-Team, etc. Inspector Gadget entra neste topo porque era um cartoon, e  a sua musica de introduçao é das mais memoraveis de sempre no meio. Nivel de awesome: Go Go Awesome Go!

6 - TEENAGE MUTANT NINJA TURTLES

Por alguma razao fui incapaz de encontrar um video da intro das Tartarugas Ninjas que me permitisse meter aqui o video directamente. Sendo assim fica o link directo pró video no titulo do cartoon (em cima). E assim quase que nem apetece falar sobre TMNT. Quase. A musica é espectacular...as Tartarugas Ninja sao espectaculares...enfim, queremos mais TMNT!! Nivel de awesome: Ninja awesome!

5 - DENVER THE LAST DINOSAUR

Ok admito que este facilmente poderia ficar em primeiro lugar. Esta é talvez a melhor e mais cativante musica alguma vez feita para um desenho animado. Scratch that, esta é provavelmente a melhor musica de introduçao de sempre! Seja do que for! É impossivel pôr isto a tocar seja onde for e nao ficar toda a gente animada a cantarolar e a dançar. Mas então porque nao fica em primeiro lugar? Porque as intros que se seguem, mesmo que nao sejam tao obviamente fixes como a de Denver, estão mais proximas do meu coraçao ;__; Nivel de awesome: Dino Pop awesome!

4 - SILVERHAWKS

Este marca um lugar muito, muito especial cá dentro! É aquele cartoon que é só meu! Aquele que de quando eu falo mais ninguem conhece e que é tao bom! Eu tinha K7s disto quando era miudo! Eu tinha pesadelos (rly) com os viloes desta serie! E eu sonhava um dia poder ter um fato metalico colado ao corpo como estes gajos! Silverhawks é THE SHIT! E esta intro é awesome em tantas maneiras diferentes que eu nem consigo colocar em palavras. Nivel de awesome: Puro Space Cowboy Awesome!!

3 - M.A.S.K.

MASK. É preciso dizer mais alguma coisa? Musica super bem esgalhada, letra que toda a gente conhece de cor, o som a pomada dos lasers, o robo-ovo-mota....puro, puro espectaculo!! Se um dia tiver um filho vou obriga-lo a ver MASK! E for uma filha obrigo-a a ver o numero 2 deste top. Nivel de awesome: AWESOME!!!

2 - JEM

Que seria de mim sem o toquezinho apaneleirado de Jem? Digamos apenas que seria hoje uma pessoa muito diferente. O grande guilty pleasure da nossa infancia, Jem tinha aquela musica que nunca saía da cabeça (e que continua a nao sair sempre que oiço). Quem diz que nao via Jem por embaraço está a mentir, ou entao teve uma infancia muito infeliz. Jem é sinonimo dos anos 80! A musica, a estetica, as personagens, a atitude, as cores....lindo! Nivel de awesome: Awesome fabuloso!!

1 - SABER RIDER (favor colocar o volume no máximo pra este video)

C'mon, este é táo obvio que doi! Só digo uma coisa: o solo de guitarra!! OH MY FUCKING GWD como isto rula tanto!!! Este é outro dos problemas da mocidade de hoje em dia, nao têm influencias rock sufecientes. Crescem a ouvir porcarias pop, e só depois quando forem adolescentes é que lá começam a conhecer sonoridades que dao mais uso á guitarra electrica. É uma tristeza. Mas a intro de Saber Rider nao é uma tristeza. Isto é basicamente o sonoro mais espectacular, mais intenso, mais energetico e motivador que algumca vez se criou para um desenho animado! O dia está a correr mal e sentem-se deprimidos? Ponham o theme de Saber Rider a tocar! Comigo funciona sempre. Nivel de awesome: THE MOST AWESOME EVER MADE!!

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

VITALIC - FLASHMOB

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Foi com grande embaraço pessoal que me dei conta ("que realizei", como no futuro será aceite dizer-se) há dois dias atrás que o novo album de Vitalic, Flashmob já tinha saído no final de Setembro. Um verdadeiro evento!

E um grande evento porquê? Porque desde que no futurista ano de 2005 saiu um tal de album chamado Ok Cowboy que a electronica nunca mais foi a mesma! Um daqueles albuns perfeitos, do principio ao fim, Ok Cowboy definiu, quanto a mim, uma nova era da musica electronica, um renascer e ao mesmo tempo um novo nascimento de um estilo, de uma metodologia, de uma harmonia musical até então muito raramente encontrada no género. E consequencia disso, para mim Vitalic tornou-se no Deus da musica electronica! Com apenas um album! Sim, it's that good!

A musica electronica geralmente é de extremos, ou é musica explicitamente dance/club para se ouvir com o volume bem elevado, ou é musica mais sintética, flutuante e relaxante. Vitalic destaca-se, e define-se, por ser o rei que melhor consegue fundir todos estes estilos e criar um estilo de musica electronica que tanto sabe bem ouvir no nosso quotidiano com o nosso leitor de mp3, como serve perfeitamente para animar uma qualquer discoteca. Colocando uma setlist de Vitalic a tocar num bar com o volume baixinho e cria-se a perfeita atmosfera lounge, sofisticada e relaxante. Aumenta-se o volume e subitamente o ambiente explode! e ninguem consegue ficar indiferente á imediata vontade de mexer, de dançar, de reagir á energia emanada pelas pistas de Vitalic. É neste campo que Vitalic é supremo e, apesar de não ser o unico artista a vaguear por estes campos, na minha opiniao é sem duvida nenhuma o melhor!

E assim chegamos ao seu segundo album, Flashmob. É melhor que Ok Cowboy? Bem, é dificil responder a essa questão. Talvez seja melhor perguntar, é uma boa evoluçao de Ok Cowboy? Sim, é, sem duvida! Vitalic com este Flashmob nao se reinventa, nao muda o seu estilo drasticamente, nem é muito imprevisivel. E, no fim de contas, nao faz um album com tanto impacto como Ok Cowboy. Mas nao hajam duvidas, Flashmob é excelente! E no deserto qualitativo que tem sido esta década no que toca a boa musica electronica, Flashmob impoe-se facilmente como um dos melhores! Discovery (Daft Punk), Cross (Justice), Ok Cowboy e este Flashmob quase completam um top 5 da melhor electronica dos ultimos 10 anos. Pode parecer uma selecçao muito previsivel e mainstream, mas muito sinceramente, e pessoalmente, e por mais artistas underground que procure, nao consigo encontrar melhores exemplos. Curiosamente sao todos franceses.

Bem mas falemos de Flashmob que é pra isso que estou a escrever. Tal como já disse Flashmob para mim nao é melhor que Ok Cowboy, e de certa forma e tendo em conta as expectativas criadas para esta "sequela", posso até dizer que estou ligeiramente desiludido. Desiludido apenas porque Flashmob nao é perfeito, é apenas muito bom, roçando o excelente.
A principal falha que encontro neste Flashmob é a ausencia de explosão emocional. Nenhuma das pistas do album me eleva aos ceus da electronica como acontecia com a Poney Part 2, Repair Machines ou My Friend Dario, nem nenhuma delas me mergulha num ambiente tao intimo e magico como acontecia com a The Past, U and I e Trahison.

Mas deixando comparaçoes de lado, Flashmob apresenta-nos suberbas musicas! O single inicial, Your Disco Song é das tais musicas 100% Vitalic, que rebentam com qualquer dancefloor e animam qualquer sessao de limpeza doméstica em igual medida. Poison Lips, o segundo single tambem é uma excelente musica disco, embora se deixe planar em demasia apartir da sua segunda metade e padeça da tal falta de explosao emocional de que eu falava em cima.
Bem, mas nao vou agora comentar todas as musicas do album pormenorizadamente (isso é chato, bastante), até porque cada pessoa reage de forma diferente a cada musica. Posso ainda assim dizer que no lado das musicas mais relaxantes e intimas (que é tambem uma das grandes imagens de marca de Vitalic), Allan Dellon é a minha favorita do album. De resto, Flashmob (a musica), One Above One, Chicken Lady, Terminateur Benelux, Still....tudo musicas excelentes!
Todo o album é excelente, nao quero que me interpretem mal. Pode nao se elevar acima de Ok Cowboy, mas digamos que se Ok Cowboy nao existisse este Flashmob seria tambem ele um album perfeito, de uma excelencia incomparavel!

Com este Flashmob, de artista underground e de futuro obscuro, Vitalic passou imediatamente a fazer parte dos grandes nomes do género. Dos maiores mesmo. Para mim é o maior, e já o era com Ok Cowboy. Espero apenas que posso tocar ainda mais pessoas com esta nova investida.
Pode-se até dizer, e perdoem-me o trocadilho facil, que Vitalic se tornou, literalmente, Vital!

No meio de tudo isto, que foi tanto um post sobre Flashmob como foi em igual medida um que deixou bem clara a minha devoçao a Vitalic, faltou-me falar do album de remixs This is the Sound of Citizen, e do album ao vivo. Tudo pedaços indispensaveis nao só para os amantes da electronica mas tambem para os apreciadores de musica em geral.

Para terminar deixo o clip de Poison Lips. Optima musica como já havia referido, e tambem excelente clip. Enjoy!


segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Mad Men

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O PERFECT 10!

É a melhor expressao que consigo encontrar para o décimo terceiro e ultimo episodio da terceira e melhor season de Mad Men! Tão simplesmente, o episodio perfeito!
Toda a season vinha vindo (redundancia que soa bem e cheira a vinho) a construir-se e a construir algo de novo, e tudo finalmente se desencandeou, ou melhor, se libertou neste ultimo episódio. Facilmente o melhor episodio de qualquer serie que tenha visto recentemente, e tambem muito provavelmente o melhor episodio alguma vez feito para uma serie! Eu sei que digo este tipo de coisas muitas vezes e em relaçao a muitas series (BSG, Nip/Tuck, etc), mas nao posso deixar de enfatisar que, quem nao vê Mad Men está a perder! Está a perder muito mesmo! Está a perder o melhor que se tem feito em televisão, e que dificilmente será ultrapassado tão cedo!

Não vou entrar em pormenores para nao spoilar (quem vê a serie percebe bem, e quem não vê, que trate de corrigir!), mas ainda assim, a forma como esta serie foi escrita e se desenvolve em redor da grande, da enorme, da melhor personagem de sempre que é Don Draper, é algo totalmente inédito, refrescante, extremamente original e du jamais vu! Mad Men pode ser quase interpretado como uma historia de banda desenhada em que Don Draper é o seu super-heroi, daqueles bem ambiguos, que tanto dá para ser a melhor pessoa do mundo, como a mais fria e calculista possivel. Certo é que estaremos sempre a torcer por ele...conhecemo-lo bem, conhecemos o seu passado, o que o levou a ser o que é hoje, a sua dupla identidade, as suas muito camadas complexas. Só nós, o espectador, sabemos realmente quem é Don Draper. E ainda nesta interpretaçao de super heroi, temos depois os muitos assistentes e herois menores, que com os seus muitos e diversos poderes funcionam tanto como ferramentas para Draper, como tambem autenticas bases que o suportam. O vilão? O unico vilão que se pode encontrar é o próprio Don Draper, e isso ficou bem claro neste ultimo episodio. As suas duas facetas ficaram mais divididas e mais claras do que nunca, como ficou belissimamente representado numa das cenas finais do episodio em que Draper olha para a sua trupe de assistentes e contempla o sucesso do clã, enquanto ao mesmo tempo se corroi por dentro...sofre imenso á custa da machadada mais fatal que o seu vilão lhe poderia ter deferido. O seu nucleo mais importante, aquilo que lhe era mais querido e mais importante, foi finalmente, e inevitavelmente , destruido.

Esta é a serie perfeita! A primeira season foi optima a construir o cenario e a apresentar as personagens. A segunda foi excelente ao cimentar tudo o que a primeira tinha feito e ao desenvolver as personagens. E esta terceira season foi limpa, do principio ao fim. Foi a continuaçao da marcha de um comboio que vinha a acelerar gradualmente e que se previa descarrilar. Aconteceu.

Agora ficamos á espera da quarta season. Nunca até hoje fiquei tão ancioso por continuar a ver uma serie depois do final de uma temporada como fiquei agora com o final desta de Mad Men. E isto sem a existencia de qualquer tipo de cliffhanger rasca. É mesmo caso para dizer...muito bom! É muito bom!

E nem sequer falo das excelentes interpretações que inundam esta serie! Desde Don, a sua mulher (melhor actriz feminina da actualidade em televisao), o pessoal da agencia....pfff, nunca mais sairia daqui.

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

This is It


Excelente presente para os fãs! E para os fãs unicamente, quanto a mim.

Todo o talento, o perfeccionismo, a expertise musical, a alma, o poder, o esmagador carisma, a energia...o artista! Só artista! Um retrato justo e mágico daquele que é Mickael Jackson, o Rei da Pop, o Artista Rei, e diga-se já agora, grande Rei da Moda tambem.
Nunca fui ver o mesmo filme duas vezes ao cinema (e acho estranho quem o faz), mas este This is It, este nao me importaria nada de ver mais meia duzia de vezes sentado no conforto de uma sala de cinema. Talvez o melhor elogio que posso dar a este This is It, e ao próprio Michael, é que enquanto o vemos a dançar, a cantar, a dar indicações e a emanar a sua energia unica, esquecemo-nos completamente que ele já não está entre nós.

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Cathédrale Notre-Dame-de-Strasbourg


Tive recentemente o prazer de visitar a cidade francesa de Estrasburgo, capital da Alsácia.

A cidade é de uma beleza e interesse historico e de lazer totalmente surpreendentes. Uma cidade com um centro historico que parece saido de um autentico conto de fadas e levando-me a pensar de imediato na ficticia cidade de Bowerstone do universo do videojogo Fable, tão obvias que sao as influencias e parecenças. Uma cidade grande (relativamente), dinamica, movimentada, cosmopolita, e tal como já referi, de uma imensa e singular beleza.

Todos nós nas nossas viagens e deslocações nos deparamos com uma construção, um edificio, uma obra...em que ficamos de queixo caído. Algo que nos marca profundamente e que nos deixa com uma sensação interior de tremenda ignorancia e vergonha pessoal..."Wow! Nunca pensei!".
Tal até hoje nunca me tinha acontecido. Pelo menos não com a itensidade que senti em Estrasburgo quando dei por mim em frente á colossal Catedral de Estrasburgo, a "Cathédrale Notre-Dame-de-Strasbourg".
Depois de já ter estado face a face com alguns dos maiores arranha-céus do mundo, foi preciso uma "simples" igreja medieval francesa com mais de 600 anos , aqui tao perto de casa, para me tirar o sopro!

Erguendo-se até uns incriveis 144 metros na ponta agulhada da sua solitaria torre (a segunda nunca chegou a ser construida) e com uma fachada tao imponente, tao mastodontica e ricamente trabalhada, a Catedral de Estrasburgo é uma tal obra que nos faz realmente sentir pequenas formigas a olhar para o céu! Nunca fiquei com tantas dores de pescoço como aquelas que sofri consequencia da minha insistencia em observar a torre da Catedral, quase como se a insistencia talvez me fizesse eventualmente vislumbrar algo que mais ninguem vê. Como termo de comparação, 140 metros equivale a um edifico que tenha algures entre 30 a 40 andares! Autentico arranha-ceus medieval, é dificil de imaginar sequer o impacto que este tipo de construçao teria nas populações locais aquando da sua construcção.
Tenho bem noçao que esta não é a mais alta catedral do mundo, mas no caso desta de Estrasburgo, não é só a altura que impressiona. É sobretudo a altura da torre aliada á titanica imponencia da fachada, algo que só com a devida visita in loco se pode ter noçao, sendo este um daqueles casos em que fotos sao totalmente incapazes de lhe fazer a devida justiça.

Escrevo este post porque, como grande amante das grandes construcções humanas (sou uma especie de spotter de arranha-céus), senti-me profundamente tocado por ter sido preciso uma obra tão anciã, tao velha, para me arrebatar dos pés á cabeça!
Fica a recomendaçao para quem ainda por lá não passou. Um optimo destino turistico. Um entre tantos e tão diversos que a França tem para oferecer.

Bad Romance


Sou um gajo nostalgico. Costumo dizer que tenho saudades da vida que nunca vivi e tenho sobretudo saudades da vida que espero ainda viver! Consequencia desta nostalgia impregnada em mim é que sou um "sucker" por tudo o que é musicas dos anos 80, mesmo nao tendo realmente vivido a década. E ando constantemente á procura de sons que me coloquem na aura musical da década de Purple Rain e Self Control.

Um exemplo mais ou menos recente de um desses encontros deu-se através de Empire of the Sun, e outro foi com Lady Gaga.
Não é que eu ache que Lady Gaga tenha uma sonoridade tipicamente anos 80. Nao, nao tem. O som dela é, acima de tudo, extremamente vanguardista num contexto electro/pop actual que se pretende ao mesmo tempo (e nao por oposição), mainstream e comercial. Mas tambem nos anos 80 se destacavam os vanguardismos da pop electronica, e é por isso, neste género, neste turbilhao de influencias e relações mais ou menos evidentes, que Lady Gaga me desperta aquele brilho nos olhos que só a dita década evoca em mim. O estilo visual, a sua persona artistica (que me parece diz muito mais sobre ela do que a maioria das imagens exteriores transmitidas por outros artistas) e toda a sua coerencia conceptual são apenas extras muito bons que suportam, transportam e transmitem energia á sua musica, sem no entanto nunca a sufocarem ou se sobreporem a ela.

Bad Romance, o seu mais recente single, é talvez, quanto a mim, o seu melhor trabalho até á data! Uma sinergia total de tudo aquilo que descrevi em cima e que faz de Lady Gaga a artista que é, e que provavelmente irá durar ainda muito tempo...

Fica entao aqui depositado (até um dia deixar de funcionar), o videoclip de Bad Romance e o link prá pagina oficial.




quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

V


Já aí anda o episodio piloto do remake da clássica serie V!

Ok, vou ignorar que se trata de um remake e encarar esta serie simplesmente por aquilo que ela é, como se apresenta, e a sua presença no panorama actual das series de tv.
É refrescante, depois de aturar-mos nestes ultimos anos com tantas series que se levam demasiado a serio e que sao abusivamente cripticas e presunçosas (exemplo: Lost), ver agora este episodio de V. Em menos de uma hora tudo é exposto da forma mais explicita possivel! Temos enormes naves maes extraterrestres a pairar sobre as principais metropoles mundiais, temos efeitos especiais ligeiramente abaixo do nivel daqueles vistos em BSG (roçando o Serie B), temos drama familiar, temos suspeitas, temos perguntas....e, ainda antes que termine o episodio, já temos a conspiraçao extraterrestre revelada, temos um pouco de gore, já temos o inicio da resistencia humana organizada...enfim, temos todas as cartas postas na mesa bem á vista de todos! E isto....ui, isto sabe bem caraças!
O episodio foi bom e empolgante? Epá....nem por isso. Quer dizer, foi bom, interessante, nao me aborreci a ver, mas tambem nunca foi muito por aí além em nenhum aspecto. Mas é isso mesmo, que pelo menos comigo, garante que eu vá ver os proximos episodios. É sci-fi xunga, facil e gentil, como antigamente, apenas com uma maquilhagem nova desta primeira decada do século 21. Veremos no que isto irá dar...veremos...(get it?lol)

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

ANVIL, The Story of Anvil

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Grande, grande documentario. Aliás, documentario nao, isto é reality-cinema, mas no bom sentido. No melhor possivel.
Um filme indispensavel a qualquer apreciador de musica...e a qualquer apreciador das coisas que se devem apreciar, as boas coisas. Depois de ver The Story of Anvil fiquei com vontade de sair á rua e ir comprar um album da banda! Apenas nao o fiz porque vi o filme de madrugada, estando tudo fechado, e estava um frio do caraças. Mas seja como for acho que dessa forma fica bem patente o poderio deste filme. Como nos toca.

E viva o metal, claro. Sempre!

domingo, 11 de Outubro de 2009

Fanboys


Este filme poderia ser muito lame, mas felizmente nao é! É bem divertido e recomenda-se!

segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

Porque a Natureza tende a ser redonda

Eu suspeito, e a modos que acredito, que a imensidade do Universo, a sua colossal dimensão e monstruosas actividades celestes, são a prova (que falta comprovar) de que o Universo é na verdade minusculo....algo de dimensoes microscopicas. Uma célula pertencente a algo muito maior, muito mais abrangente, mas nao necessariamente mais complexo ou significativo.

Por outro lado - entao talvez até do mesmo -, tambem acredito que o Universo nao será infinito. Alguns teoricos acreditam que, caso se apontasse um laser sufecientemente potente numa qualquer direcçao no espaço, e partindo da improvavel hipotese de nenhum corpo celeste se intrometer na sua trajectoria, o laser iria ter precisamente ao seu ponto de partida.
Partindo desta hipotese teorica, que acho muito interessante, eu idealizo o Universo da seguinte forma (sendo a linha preta o nosso vulgo Espaço, Universo):Caso esta fosse realmente a imagem do Universo, restaria a questão: mas então o que está no seu "interior", o que o sustenta? E talvez ainda mais importante do que isso, o que está para além dos seus limites? O que é o exterior do circulo?

sábado, 3 de Outubro de 2009

Taking Woodstock


Li criticas positivas e negativas de Taking Woodstock. Pessoalmente nao sei muito bem o que pensar deste filme. É raro um filme me deixar com esta sensaçao de incerteza, sem saber muito bem se gostei de o ver ou se foi apenas uma experiencia oca que nao deixa muitos rastos.

Fiquei surpreendido pelo olhar diferente que Taking Woodstock proporciona ao historico festival. Um olhar mais empresarial, por detrás dos bastidores, mostrando e explicando o processo que levou á sua realizaçao e escolha de lugar, e apresentado as principais pessoas responsaveis. Mas isso é apenas a primeira metade do filme. Depois o filme perde-se um bocado, tentando representar o lado mais psicadelico e psicotrópico que abraça o evento com cenas pouco marcantes e sem grande efeito, enquanto ao mesmo tempo nos mete no meio de uma especie de drama familiar sem grandes consequencias ou motivos de interesse. Tudo isto arrasta-se por vezes em demasia, com pedaços de filme dispensaveis e, muito simplesmente, chatos.

Taking Woodstock dispersa-se um pouco por todo o lado, no entanto falha em nos imergir naquilo que está a acontecer, um dos maiores e historicamente mais relevantes festivais da historia. A enorme escala do evento fica sempre em segundo plano nunca se deixando transmitir verdadeiramente, e no fim de contas persiste sempre um sentimento de indecisão e confusao quanto ao objectivo do filme e aquilo que ele quer retratar.

Tal como eu disse, nao sei se gostei ou nao deste Taking Woodstock de Ang Lee...apenas sei com certeza que nao gostei muito, mas tambem nao achei mau, nem tao pouco mediocre talvez. A principal falha do filme quanto a mim é que Taking Woodstick é inconsequente. No final nao restam grandes memorias do filme...nao existem cenas muito marcantes, nao existem personagens particularmente interessantes...e todo o filme, de certo modo, passa um bocado ao lado de si mesmo, quase como muitas das pessoas que foram ao festival mas nunca conseguiram realmente chegar ao seu epicentro, ao palco principal. É talvez injusto criticar o filme desta forma, pois tambem se torna evidente que esse é um dos seus objectivos - mostrar a faceta mais periferica do festival atraves das pessoas que estavam mais no centro da sua concepçao. Ainda assim, e quanto a mim, acho que falha de certa forma e de muitas maneiras, ao mesmo tempo que consegue ser bastante interessante, educativo, e divertido a espaços.

Nota positiva, mais uma vez, para o trabalho de Ang Lee na forma como coordena e lida com temas e personagens homossexuais de forma totalmente natural, sem procurar o choque ou a controvérsia. Este para mim é um dos maiores trunfos do cinema de Ang Lee. E seria muito bom que outros realizadores e argumentistas (e a industria em geral) aprendessem com este toque de Ang Lee, deixando de usar as minorias sexuais como meros utensilios e ferramentas bem definidas e limitadas da narraçao.

quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

District 9

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District 9 é facilmente um dos mais originais filmes de ficçao cientifica de sempre, e provavelmente o melhor desta década (o filme Sunshine impede-me de ter uma opiniao mais rigorosa). É dificil apontar um filme como um clássico imediatamente a seguir á sua estreia a risco de ser uma observação precipitada, mas ainda assim, acho que District 9 é, realmente, um clássico!

Quanto a mim, o que faz de District 9 um filme tao bom (um classico!), não é a sua perfeiçao, pelo contrario. District 9 está cheio de buracos na acçao e está cheio de pormenores falhados. Mas compensa, e compensa bem, e acima de tudo, tem um estilo unico, é um filme unico onde dificilmente se podem apontar influencias e/ou referencias passadas.
Nao vou aqui falar directamente da historia do filme porque nunca faço isso (nao quero spoilar, e sou da opiniao que quanto menos se souber sobre um filme, melhor será a experiencia), nem vou escrever o texto do costume a comparar a "situaçao"/cenario de District 9 com o verdadeiro Apartheid que se viveu na Africa do Sul. Sim, pode-se falar disso e realmente é dificil ver o filme sem reflectir no assunto, mas acho tambem que isso se torna muito pouco relevante tendo em conta todas as outras barreiras do cinema que este filme quebra, e outras tantas novas que abre.

Falando então dos aspectos menos conseguidos deste filme. Bem, o principal problema será talvez a tentativa de Neil Blomkamp (realizador) de meter coisas a mais dentro do filme. Há aqui de tudo, desde drama social, cenas de perseguição, cenas de acçao - explosivas, tacticas, altamente bélicas, futuristas - suspense, e até algum humor. Ora um dos problemas quanto a mim, é que Neil pede demasiadas tecnicas emprestadas a Michael Mann para as suas cenas de acçao, que infelizmente se tornam demasiado vazias e um pouco fora de contexto neste District 9.
Outro problema está nas personagens, nos vilões em particular. E aqui o problema é que sao mesmo viloes...demasiado caricaturais e exagerados por vezes, rindo-se de forma sádica e apresentando personalidades demasiado superficiais. Em contra-partida, o heroi do filme é um autentico poço de ambiguidade, sendo um excelente heroi, que tanto é anti-heroi, como é comediante, como é estupidamente ingénuo, como é por vezes simplesmente um sacana do caraças.
O terceiro problema que tambem me incomodou um bocado sao alguns buracos deixados na acçao. Num momento estão as personagens num momento de apuros, a tentar fugir e.....zumba, fa-se um corte na imagem e já elas estão bastante longe do local da cena anterior quase em segurança. Parecem quase buracos prepositados, que poderia ser preenchidos, por exemplo, por uma adaptaçao videojogavel do filme.

Mas estes problemas (e mais alguns) pouco significam na apreciaçao global de District 9. Isto é ficção cientifica hardcore ao mais alto nivel e ao mesmo tempo da mais realista e humanista possivel. É um filme unico realmente, a todos os niveis, desde a sua apresentaçao, formato e conceito, na sua acção, narrativa, personagens, interacçao entre elas, e até na sua banda sonora, que nem nos damos conta que existe, mas que surge nos momentos certos.

Agora, passando a outro lado de District 9. Para os fãs de videojogos, que conhecem Neil Blomkamp e acompanharam o progresso de District 9, sabem perfeitamente que este filme surgiu da sombra da cancelada adaptaçao ao cinema de Halo. Sabendo isto, fica a questão (so pra matar o bicho): há vestigios de Halo em District 9? Ao que me pareceu, sim, há! Nao sao tantos nem tao obvios como se poderia esperar, mas há, sem duvida! Vamos lá explica-los entao...as armas. As armas de District 9, embora nao sejam iguais a nenhuma arma de Halo, fazem lembrar algumas das armas de Halo (tanto terrestres como aliens). Os jipes militares dos humanos em District 9, embora nao sejam iguais ao Warthog de Halo (nem parecidos) parecem partilhar do mesmo chassis utilizado nos warthogs do cancelado filme halo. Tambem a banda sonora, em momentos, me pareceu soar a Halo. E por ultimo, existe uma pequena cena no filme (nao dura mais de 2/3 segundos) que é filmada na primeira pessoa com uma arma em riste, tal como a perspectiva que se tem de um FPS.


E pronto é tudo. Vejam District 9 que vale muito a pena! É um filme diferente, mas com uma apresentaçao tao familiar que o torna irresistivel.
E se nao estao convencidos e precisam de uma razao mesmo muito forte pra ver District 9, (segue-se um pequeno spoiler, por isso se nao quiserem saber mesmo nada sobre o filme, nao leiam mais) entao fiquem sabendo que District 9 tem mecha-action! E é espectacular! E qualquer filme ocidental (ou nao japones) que tenha a presença de mechas é logo um aspecto extremamente positivo e motivo para se celebrar!

terça-feira, 15 de Setembro de 2009

True Blood

Terminou a segunda temporada de True Blood, e parece que temos um padrao: a temporada em si é quase sempre muito boa e interessante, e depois o episodio final é bastante fraquinho. Assim aconteceu com a primeira temporada, e assim se repete com a segunda.

Esta segunda temporada de True Blood veio, mais que nunca, mostrar o quão empenhados os produtores estão em fazer a serie mais xunga/serie B possivel, mantendo-se sempre muito sobria, seria e nada xunga. Pelo menos é esta a percepçao que tenho. True Blood é de facto uma serie confusa...confusa numa tentativa de a definir e de lhe colocar uma etiqueta clara. Por um lado temos um mundo onde humanos e vampiros coabitam entre si, com alguns psíquicos e aqueles que conseguem adoptar a forma de outros animais. E depois temos demonios, vampiros super poderosos, seitas religiosas fanaticas sem sentido aparente no meio da historia, temos orgias desenfreadas bastante explicitas, temos gente a cortar os seus proprios dedos, a comer tartes de coraçao humano, temos rituais pagãos muito distorcidos, temos momentos de muito gore, outros de muito sexo á lá '80s, outros tantos de humor....enfim, chega a um ponto, enquanto se vê True Blood em que começamos a pensar "pera lá, isto já começa a ser demais! Isto ás tantas já nao tem logica nenhuma.". Mas depois tambem pensamos, "epá mas isto é uma serie em que vampiros convivem com humanos. E os vampiros vao á 7/11 comprar sangue artificial engarrafado. E foi com este universo que fomos apresentados á serie desde o primeiro episodio...". Portanto, sim, faz sentido. E continuamos a ver...

E é essa a maior qualidade de True Blood...queremos mais! Sempre mais! Queremos continuar a ver, por mais absurda que a acçao seja. A serie transforma-nos em vampiros, cujo ingrediente essencial é mesmo True Blood, a serie! E isto deve ser sinal que a serie é mesmo boa, por mais ridicula que por vezes possa parecer.

Que venha agora a terceira temporada...e entretanto, fiquem com a intro da serie. Uma das melhores (senao mesmo a melhor) das series actuais.


sábado, 12 de Setembro de 2009

Vox Pop


Ouvi hoje, na fila na Casa das Sandes, uma jovem morena de seios firmes a dizer o seguinte:

"...sabes, ando mal do estomago. Molhos...nao. Vou antes ali ao Macdonalds."

sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

11 de Setembro


Sou da opinião que antes de se poder proceder ao luto, tem de se averiguar a verdade sobre o que aconteceu. E parece-me a mim, e a muita gente por esse mundo fora, que muitas verdades sobre o que realmente aconteceu naquele dia ainda estão por revelar. Sendo assim não se contabilizam apenas 8 anos desde a tragédia, mas antes 8 anos de incógnitas, de cortinados sombrios e de muita incerteza. As unicas certezas são as consequencias que aquele evento trouxe para todo o mundo. Um virar de página...ou talvez antes uma página rasgada, queimada. A data que provavelmente será para sempre recordada como aquela que abriu as portas do seculo 21.

quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

Prince of Persia


Sem duvida um dos jogos mais under-rated desta geração, Prince of Persia é já um dos meus favoritos da mesma.

Um jogo que quebra muitas das barreiras criativas informalmente impostas na maioria dos jogos, Prince of Persia é o verdadeiro anti-jogo. A exploraçao é total, e o desafio é minimo, sendo impossivel morrer. Muitos são aqueles que apontam este como o principal factor negativo do jogo, mas eu, eu acho que é um dos seus maiores trunfos! Uma desinibição total perante o jogador e para com o jogador.

Eu definitivamente tenho um fraquinho para jogos que colocam um casal (potencial ou assumidamente amoroso) no centro da sua narrativa (Shenmue, Farenheit, The Darkness) , e é precisamente na interacção entre as duas principais personagens do jogo, o Prince (cujo nome verdadeiro nunca é revelado, e que na verdade nem é principe nenhum) e Elika, que se encontra a principal magia de Prince of Persia. O Prince é o tipico gabarolas sedutor, e Elika é a rapariga fragil (com poderes magicos que entre outras coisas lhe permitem voar!), ambiciosa e com uma certa vontade de ser seduzida, como deixa bem claro ao longo do jogo. Dito assim parece mais um casal cliché, mas a verdade é que interagem e evoluem em conjunto de forma muito natural, cativante e coerente. Houve aqui claramente um enorme esforço por parte dos programadores na concepçao deste duo de forma a estabelecer uma forte relação entre eles e o jogador do lado de fora do ecrã. E quanto a mim, sucesso total. E para demonstrar o quanto essa ligação existe e se torna forte ao longo da aventura, nada como o excelente final do jogo que vai sem duvida impressionar e mexer com as emoções de todos aqueles que completarem o titulo até ao fim. Sem entrar em spoilers, posso dizer que o final é muito original, extremamente criativo na sua abordagem e concepçao (no contexto dos videojogos) e também muito marcante. Não, este não é o tipico desenlace "rapaz salva o mundo; rapariga cai nos braços de rapaz e ambos acabam aos beijos com o pôr do sol como cenario". Nao, nao é nada disto. É muito mais do que isso...a mim surpreendeu-me, em muitos sentidos.

Ao longo de toda a aventura de Prince of Persia, e sobretudo depois de ver o final, fiquei sempre com a clara sensaçao que este foi um trabalho pessoal e de muito carinho por parte da equipa de desenvolvimento. Mandaram todas as expectativas que as pessoas poderiam ter de um novo Prince of Persia ás favas (e ainda bem quanto a mim, pois nao sou nada fã da anterior triologia das 128 bits) e decidiram simplesmente fazer um jogo bonito, um jogo harmonioso, equilibrado, mas artisticamente muito ambicioso e criativamente muito original. Nao tenho medo até em considerar este Prince of Persia como um dos jogos mais originais desta geração a nivel conceptual, artistico, criativo e em geral mesmo.
Adorei!



PS: não, nao estou a transformar o meu blog num que se dedica exclusivamente aos videojogos. Esta sucessao de artigos relacionados com o assunto é pura coincidencia. Tenho a certeza que mais cedo ou mais tarde até poderei fazer um exclusivo só a falar de retretes e máquinas fotográficas Canon dos anos 70.

quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

Dreamcast ~10 anos~


Dreamcast...já lá vão 10 anos! A ultima consola da Sega. Que dizer?
É sempre com um enorme sentimento misto de nostalgia e tristeza, mas tambem de enorme orgulho e alegria que qualquer dono de uma Dreamcast aborda o tema. Foi um periodo unico na historia dos videojogos. O ano 2000...aquele periodo natalicio de transiçao entre o ano 2000 e 2001 foi realmente unico. Um periodo que só aqueles que o viveram, com uma Dreamcast a seu lado, o conseguem compreender. Um buraco no tempo tão curto, mas tao intensamente preenchido, tão cheio de novidades, expectativas e visões do futuro. Uma verdadeira porta aberta, fisica e simbólica, para o século XXI.

A Dreamcast foi a minha ultima consola favorita, foi a ultima consola de que eu gostei. Depois da DC passei a encarar cada uma das novas maquinas que foram saindo como isso mesmo...maquinas. Meros involcuros eléctronicos, cujo principal interesse reside no seu catálogo de jogos. Mas a Dreamcast não...essa ainda tinha aquela mistica, aquele factor de lealdade colado a ela e que nos obrigava (e obriga) a sentir um carinho especial. A Dreamcast, para mim pelo menos, encerrou esse capitulo do mundo dos videojogos. Talvez para mim tenha simplesmente representado uma passagem para novos tempos, um amadurecer pessoal, deixando para trás a infancia. Mas ainda assim gosto de pensar que a Dreamcast tinha realmente aquele factor X que mais nenhuma consola entretanto conseguiu reproduzir.
Idiotas são aqueles que hoje dizem que jogam Playstation 3, ou Xbox, ou Wii. Hoje em dia eu simplesmente jogo, jogo videojogos. A máquina em que correm....essa é apenas um mal necessario, um custo obrigatorio...um recipiente que me faz lembrar dos tempos em que a consola realmente importava, em que os exclusivos ainda existiam realmente, em que existia "alma".

Apesar deste longo comentario, nao se pense que sou um saudosista desesperado, nem muito menos um pseudo retrogamer ou algo do genero. O que foi foi, e o que lá vai já foi. E nao tenho dificuldades nenhumas em deixar as coisas para trás, no seu devido tempo. Porque eu acredito, acima de tudo, que os videojogos (ao contrario do cinema, e até da musica) são uma arte que além de representar o seu tempo (tecnologico, mas tambem social, cultural, historico, etc), devem ser gozados no seu devido tempo, o mais rapidamente possivel assim que saem para o mercado. Antes que comecem a ficar datados...a ganhar bolor. E para provar isto não existe melhor exemplo que o da Dreamcast. Aquele periodo em que a Dreamcast viveu, tal como já disse, foi unico e efémero. Quem não o viveu nesse momento, nunca perceberá. Podem hoje andar pelos Ebays dessa net fora a desenterrar os clássicos da consola e a jogarem-nos que nem tristes pseudos, mas de que serve isso? Jogar Chuchu Rocket hoje nao tem valor nenhum! Phantasy Star Online igual. Crazy Taxi? Please! Skies of Arcadia? C'mon! Hoje em dia existem muitas melhores propostas, e há que as aproveitar agora, enquanto ainda estão a marcar o seu tempo! Deixem as mumias no seu devido lugar, pois só quem viveu com elas e as enterrou é que as conheceu realmente. A unica coisa que podemos fazer hoje é olhar para elas, contemplar, e imaginar o mundo exotico, fantastico em que viviam. Mas tentar conviver com elas? Eu acho isso bizarro, e inutil.

Os unicos jogos que ainda hoje recomendaria a qualquer pessoa, sem hesitação? Shenmue e Shenmue 2. Para mim os dois melhores jogos de sempre, sem qualquer outra obra que se possa comparar. Até hoje Shenmue (como um todo) continua a ser um caso unico, o seu proprio género. Muitos elementos de Shenmue serviram de inspiração para imensos jogos que entretanto foram feitos, mas até hoje ainda nunca voltou a ser reproduzido nada como Shenmue. Nada à escala desta obra perfeita!
E é sobretudo por causa de Shenmue que eu me sinto tão feliz por ter tido a Dreamcast no seu momento certo, por ter jogado Shenmue quando saiu. Depois disso nada voltou a ser como dantes. A maneira como hoje encaro cada jogo, as expectativas que tenho...a sombra de Shenmue paira sempre...

HOT ROD


Apenas para deixar um pequeno comentario de apreço a esta excelente comédia. Sim, muitos filmes deste género têm saído nos ultimos anos - uns melhores do que os outros -, estes spoof movies que parodeiam os clássicos filmes de iniciação adolescentes dos anos 80 com que crescemos. Mas este Hot Rod, este é genuinamente bom. Puxa os cordeis certos sem nunca os esticar em demasia, e ao mesmo tempo que parodeia todo um género, todo um período até, do cinema, fá-lo tambem prestando uma enorme e muito bem conseguida homenagem. Para isso muito contribui a espectacular (neste caso o termo a utilizar é mesmo awesome!, porque é) banda sonora do filme, recolhendo algumas das melhores faixas de power rock motivacional dos anos 80 remetendo-nos imediatamente para o espirito da coisa. Espectacular! Curti muito este filme!